
4 sistemas operacionais que grandes empresas cancelaram antes de lançar
Microsoft, Apple e Nokia investiram anos e milhões de dólares em sistemas operacionais que nunca chegaram ao público. Veja o que deu errado em cada caso.
Por Marcos Silva · Repórter de plantão
Projetos que nunca saíram do papel
Quatro sistemas operacionais famosos foram cancelados antes de chegar ao público. Todos tinham grandes empresas por trás. Nenhum sobreviveu ao desenvolvimento.
Andromeda, da Microsoft
Foto: reprodução/windowscentral.com
A Microsoft trabalhou no Andromeda OS ao longo dos anos 2010. O projeto previa uma interface única para telas dobráveis. Foi cancelado em 2018. A empresa usou Android no Surface Duo em vez disso.
Blackcomb, também da Microsoft
O Blackcomb seria o sucessor do Windows XP. O nome surgiu em 2000. O projeto ficou grande demais para caber num cronograma. Em 2004, a Microsoft resetou o desenvolvimento do Longhorn, que absorvia partes do Blackcomb. Em 2006, o projeto virou Vienna. Depois, desapareceu. Restos dele foram parar no Windows Vista e no Windows 7.
Copland, da Apple
A Apple começou o Copland em 1994. Era o sucessor do Mac OS 7. Chegou a ter 500 engenheiros e orçamento de US$ 250 milhões por ano. Em 1996, a empresa registrou prejuízo de US$ 740 milhões. A executiva Ellen Hancock recomendou cancelar o projeto. A Apple comprou a NeXT por US$ 427 milhões no mesmo ano. Trouxe Steve Jobs de volta. O Copland virou base do que seria o Mac OS X.
Meltemi, da Nokia
A Nokia, gigante finlandesa que dominou o mercado de celulares antes dos smartphones, anunciou o Meltemi em 2011. Era um sistema Linux para aparelhos baratos. Foi cancelado em 2012, dentro de um pacote que cortou 10 mil empregos. O então CEO Stephen Elop nunca confirmou o nome do projeto em público.
O padrão por trás dos cancelamentos
Prazo estourado. Orçamento fora de controle. Mercado mudando mais rápido que o desenvolvimento. Os quatro casos repetem a mesma equação, em décadas e empresas diferentes.