
40 anos de 1986: as franquias de games que viraram lenda em 2026
Zelda, Metroid, Castlevania, Dragon Quest e outras franquias completam quatro décadas em 2026, todas nascidas no mesmo ano de ouro dos videogames. A gente relembra quem segue firme, quem ficou raro e quem ainda tem jogo novo no radar.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Se tem um ano que merece um brinde especial no calendário dos games, é 1986. Foi nele que nasceu uma leva de franquias que a gente ainda joga, ainda discute em grupo de WhatsApp e ainda vê sendo relançada em coletâneas. Em 2026 essas séries completam 40 anos, e dá pra sentir o peso disso: muita coisa que a indústria faz hoje começou ali.
As franquias que fazem aniversário
The Legend of Zelda — A criação de Shigeru Miyamoto, lendário designer da Nintendo, é tratada por boa parte da imprensa internacional como a maior do grupo. Trouxe a ideia de mundo aberto numa época em que isso nem tinha nome, e segue mais viva do que nunca: depois de Tears of the Kingdom, os fãs já especulam sobre o próximo passo da série.
Foto: reprodução/thegamer.com
Metroid — Foi em 1986 que Samus Aran apareceu por aquela primeira vez, dando origem a um subgênero inteiro batizado em sua homenagem, o metroidvania, que até hoje domina o indie. A franquia teve um fôlego novo recente e continua sendo xodó de quem gosta de exploração.
Castlevania — Completa 40 anos cravados em 26 de setembro de 2026. Trocadilho de "Dracula" lá no Japão, a série ajudou a moldar o lado "vania" do metroidvania e ganhou sobrevida enorme fora dos games, com a animação da Netflix levando a marca pra um público que nunca tinha pegado num controle da série.
Dragon Quest — JRPG pioneiro, de Yuji Horii, nascido antes até de Final Fantasy. É quem deu a receita básica (menu de batalha, vilarejo, torre do mal) que o gênero usa até hoje. Fora do Japão sempre foi cult, mas quem acompanha sabe: a franquia já passou dos 100 milhões de cópias vendidas.
Kid Icarus — Pit e seu arco voaram pela primeira vez em 1986. Ficou décadas hibernando até o Uprising, de 3DS, dar uma sacudida na série. Hoje é mais lembrança boa do que presença constante nas prateleiras.
Alex Kidd — O "irmão mais velho" do Sonic na Sega nasceu também em 1986. Ganhou um remake caprichado em 2021, mas sem jogo novo anunciado, vira cada vez mais peça de coleção pra quem gosta de Master System.
Foto: reprodução/opovo.com.br
Rampage — Virar monstro gigante e destruir prédio já era divertido antes de qualquer game de super-herói. A franquia virou até filme com o Dwayne Johnson, prova de que o conceito simples envelheceu bem.
River City (Nekketsu Kōha Kunio-kun) — A base da série de brigas de rua que no Ocidente ficou famosa como Renegade e, depois, River City Ransom. Ainda recebe compilações de vez em quando, puro carinho do público nostálgico.
Wonder Boy — Plataforma simples que depois se transformou em Monster World, com fase de ouro garantida por remakes recentes bem cuidados.
Bubble Bobble — Bub e Bob estourando bolhas em cooperativo é receita que funciona até hoje, inclusive em coletâneas retrô vendidas em qualquer loja digital.
Por que isso importa pro jogador
Para quem acompanha o mercado, esses aniversários costumam vir acompanhados de remasters, coletâneas e, às vezes, até jogo novo anunciado em evento. Vale ficar de olho se você é fã de carteirinha: cartucho original dessas séries já é item de colecionador, com preço que só sobe. Melhor aproveitar o hype do aniversário pra rever os clássicos — de preferência em compilação oficial — do que sair caçando fita usada por aí.