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Smart Cities24 de set. de 2026, 23:11

49 cidades cobram padrões ambientais para data centers pelo mundo

Pacto liderado por Phoenix e Melbourne quer alinhar novos data centers ao planejamento urbano e reduzir o impacto na conta de água e luz dos moradores.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Quem assina o pacto

Quarenta e nove cidades, sendo 22 delas nos Estados Unidos, já assinaram o Global Urban Data Centres Pact, acordo lançado em junho por Kate Gallego, prefeita de Phoenix, e Nicholas Reece, prefeito de Melbourne. A iniciativa nasceu dentro da C40 Cities, rede que reúne quase 100 grandes cidades do mundo em ações contra a mudança climática, e foi anunciada durante a London Climate Action Week.

O que o pacto exige

São quatro compromissos: os novos data centers precisam se encaixar no planejamento urbano já existente da cidade, usar água e energia de forma sustentável, incluir a comunidade local nas discussões e ajudar a reduzir os custos dos moradores enquanto reparte os ganhos econômicos do empreendimento. Na prática, o pacto não tem poder de multa — funciona como um roteiro que prefeitos podem usar pra negociar com incorporadoras e investidores antes de aprovar um projeto.

Quanto isso custa pro morador

Reece deu um número concreto pra Melbourne: se todos os projetos hoje em planejamento saírem do papel, os data centers da cidade vão consumir até 20 bilhões de litros de água por ano — cerca de 4% de toda a água potável disponível. Gallego, por sua vez, disse temer que os investimentos atuais piorem a mudança climática sem atender as necessidades das comunidades do entorno.

Quem fiscaliza

Por enquanto, a fiscalização é local: cada prefeitura decide como aplicar os quatro princípios nas licenças que concede. O pacto serve pra dar peso político a esse controle, unindo prefeitos que sozinhos teriam menos força de negociação com empresas de tecnologia. Cidades que já pausaram novos projetos aguardam esse tipo de protocolo compartilhado antes de retomar as aprovações.

O que vem a seguir

O grupo promete usar o acordo como base pra futuras negociações entre prefeitos, investidores e a indústria de data centers, mas ainda não há prazo pra transformar os quatro princípios em exigências obrigatórias nas cidades signatárias.

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