
6 adaptações de games que ficaram só no papel (e os motivos reais)
BioShock, Halo, Metroid, Sly Cooper, The Sims e Splinter Cell tiveram filmes ou séries anunciados e nunca entregues. Veja por que cada projeto travou.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Nem todo anúncio vira filme
A onda de adaptações de videogame para cinema e TV emplacou casos como The Last of Us e o filme do Super Mario, mas o caminho é cheio de projetos que não sobreviveram ao desenvolvimento. Seis deles mostram que dinheiro, direitos autorais e brigas de roteiro derrubam até franquias consagradas.
Os projetos que não saíram do papel
BioShock chegou a ter a Universal Pictures e o diretor Gore Verbinski (de "Piratas do Caribe") de prontos para filmar, mas travou em divergências sobre orçamento milionário e classificação indicativa: o estúdio queria um filme liberado para adolescentes, Verbinski insistia em classificação para maiores de 18 anos.
Halo teve três produtoras ao mesmo tempo — Microsoft, 20th Century Fox e Universal — e o diretor Neill Blomkamp (de "Distrito 9") escalado. O projeto afundou em disputas financeiras sobre como dividir lucros e custos de produção.
Metroid seria dirigido por John Woo, mas a Nintendo impôs restrições criativas para proteger o cânone da personagem Samus Aran e vetou liberdades sobre sua origem. A produtora perdeu os direitos do projeto em 2007.
Sly Cooper tinha animação prevista para 2016 pela Sony Pictures em parceria com a Blockade Entertainment, estúdio de animação independente. O fracasso de bilheteria do filme de Ratchet & Clank esfriou o interesse do estúdio e o projeto nunca saiu do papel.
The Sims foi encomendado pela 20th Century Fox, mas o orçamento alto para efeitos visuais e o pessimismo com adaptações de games fizeram o projeto ser engavetado em 2019, após a compra do estúdio pela Disney.
Splinter Cell teve Tom Hardy cotado para o papel de Sam Fisher e Doug Liman na direção, mas depois de uma década de atrasos por desentendimentos sobre roteiro e orçamento, a Ubisoft cancelou oficialmente o longa em 2024. A franquia segue viva só na animação "Splinter Cell: Deathwatch", da Netflix.
O padrão por trás das quedas
Em quase todos os casos, o problema não foi falta de interesse do público, mas choque entre quem detém os direitos do jogo e quem precisa fechar as contas do filme. Pra quem acompanha a onda atual de adaptações, é um lembrete de que anúncio de elenco e diretor não garante bilheteria — nem garante que o filme chegue a ser rodado.