
7 coisas que você não deve fazer enquanto o celular está carregando
Jogar, cobrir o aparelho ou usar carregador pirata durante a carga aceleram o desgaste da bateria. Veja os sete hábitos que valem revisão para preservar o smartphone.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O carregador na tomada não é motivo para descuido
Carregar o celular virou rotina tão automática que a maioria das pessoas nem pensa no que está fazendo com o aparelho enquanto ele reabastece a bateria. Só que alguns hábitos comuns durante a carga aceleram o desgaste da bateria de íon-lítio ou, em casos mais graves, colocam o aparelho em risco. A apuração reuniu sete comportamentos que valem revisão.
Jogar pesado enquanto carrega é o pior combo
Foto: reprodução/canaltech.com.br
Testes mostraram dispositivos chegando a 46,1°C na região do chipset ao rodar jogos exigentes conectados à tomada — a soma do calor gerado pelo processamento intenso com o calor do próprio processo de carregamento acelera a degradação da bateria. Na mesma linha, usar o celular em locais abafados, como sobre a cama ou embaixo de um cobertor, bloqueia a dissipação de calor; superfícies rígidas e bem ventiladas fazem diferença real na temperatura do aparelho.
Carregador pirata, celular coberto e bateria zerada
Carregadores falsificados ou de procedência duvidosa costumam não ter controle adequado de voltagem e corrente, o que pode gerar aquecimento excessivo e até danificar o aparelho. Cobrir o celular durante a carga — debaixo de travesseiro ou cobertor — também impede a circulação de ar e faz a temperatura subir sem que o usuário perceba, um risco de segurança real. Já deixar a bateria drenar até 0% com frequência é hábito herdado de baterias antigas de níquel: as baterias de íon-lítio atuais se saem melhor com recargas parciais.
Ignorar os sinais é o erro que soma todos os outros
Continuar usando o aparelho quando ele já está visivelmente quente é o ponto em comum entre praticamente todos os riscos listados. A recomendação é simples: se o aparelho estiver muito quente, a melhor atitude é parar a atividade e deixar esfriar antes de continuar usando ou mesmo de continuar carregando.
Vale o preço no Brasil?
Nenhum desses cuidados custa dinheiro — é questão de hábito, não de upgrade de hardware. Mas o alerta sobre carregadores falsificados merece destaque no contexto brasileiro, onde acessórios sem certificação circulam livremente em feiras e marketplaces por preços tentadores. Economizar poucos reais num carregador pirata pode custar caro depois: bateria degradada antes da hora, ou pior, um aparelho danificado que vai exigir reparo — e aí sim o bolso sente.