
8 polêmicas mais estranhas da história da Nintendo
De cartuchos amargos pra evitar que crianças os mordessem a um hotel motel administrado nos anos 1960, a Nintendo já viveu situações bem inusitadas.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
A Nintendo, gigante japonesa dos videogames por trás de franquias como Mario e Zelda, já soma mais de cem anos de história — e nem toda ela é feita só de sucesso limpo. Separamos algumas das situações mais estranhas que a empresa já enfrentou (ou provocou).
O cartucho que ficou amargo de propósito
Pra evitar que crianças pequenas engolissem cartuchos de jogos do Switch, a Nintendo passou a aplicar benzoato de denatônio, substância super amarga, no revestimento externo. O efeito colateral: virou meme, e gente saiu por aí desafiando os amigos a lamber o cartucho só pra sentir o gosto ruim.
Foto: reprodução/nintendolink.com
Bowsette nunca foi oficial
Em 2019, um item de Super Mario Bros. U Deluxe inspirou fãs a imaginar Bowser usando a coroa e virando "Bowsette". A Nintendo nunca abraçou a criação e, em vez disso, colocou na tela um aviso irônico: "Desculpe, Luigi, só a Toadette pode usar este item!"
PETA contra o traje de guaxinim
Depois do lançamento de Super Mario 3D Land, a PETA, organização americana de defesa dos direitos dos animais, acusou a Nintendo de estimular a caça de animais por causa da fantasia de Tanooki e chegou a publicar um jogo paródico atacando a empresa.
Controle voando na tevê
No auge do Wii, a alça de pulso do controle Remote se mostrou fraca demais pra aguentar os movimentos de Wii Sports — resultado, controles voando e televisões quebradas. A Nintendo enfrentou processos judiciais e fez um recall de milhões de unidades, reforçando a alça e distribuindo capinhas de silicone.
Acordo bilionário por causa de bolhas na mão
Em 2000, a Nintendo fechou acordo com a procuradoria de Nova York, avaliado em até US$ 80 milhões, pra distribuir luvas de proteção depois que o analógico giratório de Mario Party causou queimaduras, bolhas e cortes na mão de crianças que jogavam sem parar.
Sangue cinza pra escapar da censura
Em 1993, pra manter a imagem família, a Nintendo lançou Mortal Kombat com o sangue pintado de cinza e chamado de "suor" — enquanto a rival Sega soltava a versão sem cortes no mercado.
Kong contra Kong
No início dos anos 1980, a Universal Studios processou a Nintendo alegando que Donkey Kong copiava King Kong. A defesa encontrou documentos em que a própria Universal já tinha argumentado que King Kong era de domínio público — a Nintendo venceu e, segundo a lenda por trás do nome, batizou um personagem de Kirby em homenagem ao advogado do caso.
De hotel a fábrica de baralho
Nos anos 1960, período de dificuldades financeiras, a empresa que até então só vendia baralhos chegou a administrar um "love hotel" em Kyoto, além de operar táxis e vender arroz instantâneo — bem longe do que viria a se tornar depois.