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IAGames19 de out. de 2026, 10:54

85,8% dos devs de games no Japão já usam IA generativa, diz CESA

Pesquisa da CESA, apresentada na Tokyo Game Show 2026, mostra que 85,8% dos desenvolvedores japoneses usam IA generativa no trabalho, ante 51% no ano anterior. Uso diário já chega a 63%.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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85,8% já usam, 63% todo dia

A Computer Entertainment Supplier's Association (CESA), associação japonesa que reúne grandes estúdios como Capcom, Sega e Konami, divulgou na Tokyo Game Show 2026 que 85,8% dos desenvolvedores de games japoneses usam IA generativa no trabalho. No ano anterior, a taxa de adoção entre empresas associadas era de 51%.

O levantamento teve 1.349 respostas válidas. Do total que usa a tecnologia, 63% recorre a ela diariamente e 22,8% faz uso ocasional. A pesquisa considerou ferramentas como ChatGPT, GitHub Copilot e geradores de imagem.

Foto: reprodução/automaton-media.com

Onde a IA entra no pipeline

Os usos mais citados são criação de imagens e elementos visuais, geração de texto e conteúdo narrativo, apoio à programação e, em parte das empresas, desenvolvimento de motores gráficos internos. Os benefícios mais apontados pelos próprios desenvolvedores foram ganho de eficiência operacional e produtividade, redução do ciclo de desenvolvimento e corte de custos de produção e operação.

Um detalhe que a CESA destacou: a resposta mais comum entre os devs não foi sobre geração automática, e sim sobre verificação humana. Revisão, correção e supervisão humana apareceram como prática predominante — sinal de que a IA ainda entra como ferramenta de apoio, não como substituta do processo criativo.

A ressalva da CESA

Tsutomu Masuda, diretor executivo da CESA, disse que os resultados mostram que a IA generativa "está sendo adotada de forma ampla e constante nos ambientes de desenvolvimento", mas reforçou que o setor precisa equilibrar o avanço tecnológico com a proteção de direitos de propriedade intelectual. O relatório completo, o CESA Game Industry Report 2026, sai em dezembro.

O que ainda falta responder

O número mede adoção, não resultado. A pesquisa não diz se o ganho de produtividade virou jogo melhor, pior ou igual — nem se a redução de custo veio de menos retrabalho ou de menos gente na equipe. Também não há dado sobre efeito em contratação ou headcount nos estúdios japoneses. Até o relatório completo em dezembro, o que existe é intenção de uso e expectativa de benefício, declaradas pelos próprios desenvolvedores. Falta medir o produto final.

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