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Mercado27 de out. de 2026, 22:38

8VC e Benchmark escondem novos fundos em documentos da SEC

Documentos enviados à comissão de valores mobiliários dos EUA em outubro revelam que gestoras tradicionais de venture capital estão levantando novas rodadas, enquanto um fundo estreante de ex-sócios da Benchmark já supera US$ 1,25 bilhão.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

US$ 1,252 bilhão. É esse o total levantado pela Diffusion ONE, fundo de inteligência artificial estreante de dois ex-sócios da Benchmark, uma gestora de venture capital do Vale do Silício conhecida por apostas iniciais em Uber e eBay. O valor supera com folga a meta original de US$ 800 milhões e aparece como o destaque entre uma série de documentos enviados em outubro à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, que exige que gestoras registrem a abertura de novos fundos.

Quem está levantando capital

A Diffusion ONE foi criada por Victor Lazarte e Kris Fredrickson, que deixaram a Benchmark para apostar em IA por conta própria. Os registros mostram que o fundo já participou de rodadas relevantes, como a Series H da Harvey, startup americana de inteligência artificial jurídica, de US$ 550 milhões, e a Series C da Etched, empresa de chips especializados em IA, de US$ 300 milhões.

A própria Benchmark aparece nos documentos com quatro veículos menores, batizados de Founders' Fund T1, Fund 2, 2-A e T1-A, somando US$ 364,3 milhões. O nome de Jack Altman, que recentemente deixou sua própria gestora para entrar na Benchmark, consta em todos os registros.

Já a 8VC, gestora fundada pelo investidor Joe Lonsdale, protocolou quatro fundos distintos: o 8VC DSS III, de US$ 400 milhões, e três veículos menores — COSC, BRSC e AI Fund XI —, que somam cerca de US$ 64,2 milhões. O movimento vem poucos meses depois de a gestora ter fechado seu sétimo fundo principal, de US$ 1,5 bilhão, em julho.

Outras gestoras tradicionais também aparecem nos registros de outubro, como a Trust Ventures, firma de Austin especializada em setores regulados, que busca US$ 400 milhões para seu quinto fundo, e a Interlagos Capital, focada em deep tech, com outros US$ 400 milhões para seu segundo fundo.

Quem ganha e quem perde

O ciclo de outubro confirma uma tendência: capital de investidores institucionais continua concentrado em nomes já estabelecidos e em apostas de IA, enquanto gestoras menores ou sem histórico enfrentam mais dificuldade para captar. O mercado de fundos secundários também aparece em alta — a Industry Ventures, por exemplo, abriu em julho um fundo de US$ 1,7 bilhão dedicado a comprar participações já existentes, incluindo fatias de empresas como Anthropic e OpenAI, hoje descritas como os ativos mais disputados do setor de venture capital.

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