tech & talk
MercadoIA04 de set. de 2026, 08:56

Accel negocia liderar aporte de US$ 1 bi na Thinking Machines a US$ 40 bi

O fundo de venture capital americano Accel estaria em conversas para liderar uma nova rodada da Thinking Machines, startup de IA fundada pela ex-CTO da OpenAI Mira Murati, avaliando a empresa em US$ 40 bilhões.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

Compartilhar

US$ 40 bilhões. Esse é o valuation em discussão para a nova rodada de captação da Thinking Machines Lab, startup de inteligência artificial fundada pela ex-CTO da OpenAI Mira Murati, segundo apuração do TechCrunch que cita reportagem original do site The Information. O fundo de venture capital americano Accel — que já é investidor da empresa desde a rodada seed — estaria em conversas para liderar o aporte de US$ 1 bilhão. Nada está fechado: as fontes tratam a negociação como ainda em andamento.

Menos que o pedido, mais que o seed

O valuation de US$ 40 bilhões fica abaixo dos US$ 50 bilhões que a Thinking Machines teria buscado no fim de 2025, mas representa um salto de mais de três vezes em relação aos US$ 12 bilhões da rodada seed fechada em julho daquele ano — na época, a maior rodada seed já registrada, com US$ 2 bilhões captados e aporte do fundo Andreessen Horowitz, da fabricante de chips Nvidia e do próprio Accel, entre outros.

Foto: reprodução/techcrunch.com

Da fundação ao primeiro produto

Murati deixou o cargo de CTO da OpenAI em fevereiro de 2025 para fundar a companhia. O primeiro produto lançado foi o Tinker, uma plataforma que facilita o ajuste fino (fine-tuning) de modelos de linguagem sem exigir infraestrutura própria de GPUs. Em julho deste ano, a empresa lançou também o Inkling, um modelo de pesos abertos que gera receita cobrando pelo uso de capacidade computacional dentro do Tinker. A receita anualizada da Thinking Machines já passa de US$ 100 milhões, segundo o TechCrunch.

Quem ganha com o aporte

Se a rodada se confirmar, o Accel — fundo de venture capital americano fundado em 1983, com participações históricas em empresas como Facebook, Slack e Dropbox — passa de investidor coadjuvante a líder de uma das apostas mais caras do mercado de IA generativa em 2026. Para a Thinking Machines, o dinheiro chega em um momento de rotatividade na equipe: dois nomes de peso do time fundador, Lilian Weng e Luke Metz, deixaram a empresa e retornaram à OpenAI, movimento que o mercado observa de perto ao avaliar o apetite de investidores por apostar tão alto em uma companhia ainda jovem.

O que falta responder

Não há confirmação de que o acordo foi fechado, nem se o valuation final ficará mesmo em US$ 40 bilhões ou pode mudar até o anúncio oficial. Também não está claro se a Nvidia, que já é parceira de infraestrutura da empresa, vai entrar como investidora nesta rodada específica — uma possibilidade citada por fontes do mercado, mas ainda não confirmada pela própria Thinking Machines ou pelo Accel.

thinking machinesaccelmira murativenture capitalinteligência artificial
Compartilhar