
Adobe Premiere chega ao Android de graça, sem login e sem marca d'água
A Adobe, dona do Photoshop e do Premiere profissional para computador, lançou a versão para Android do app de edição de vídeo mobile — gratuita, sem anúncios e sem exigir conta na Creative Cloud. Recursos de IA generativa, porém, cobram à parte.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Editor completo sem pedir login
A Adobe, empresa por trás de ferramentas profissionais como Photoshop e Premiere Pro, finalmente trouxe o Premiere mobile para Android — e a notícia boa é dupla: o app é gratuito e não exige criar conta ou assinar a Creative Cloud para editar. Não há anúncios interrompendo o fluxo de trabalho nem marca d'água nos vídeos exportados, o que era comum em apps "grátis" de edição até pouco tempo atrás.
Na prática, isso muda a experiência de quem edita vídeo no celular: dá para importar quantas faixas de vídeo quiser, cortar, dividir clipes, aplicar efeitos e exportar em até 4K sem passar cartão de crédito. O app também traz timeline multifaixa para gerenciar vídeo, efeitos sonoros e música juntos, modelos prontos para acelerar edições (pensados para quem posta no YouTube e redes sociais), transições, integração com Adobe Stock e um recurso de aprimoramento de áudio com um toque, que reduz ruído de fundo e limpa narrações.
O que veio depois do iPhone
O Premiere mobile já existia no iPhone desde setembro de 2025, e a versão Android chega cerca de um ano depois com o mesmo conjunto de recursos principais — incluindo otimização para telas de smartphones dobráveis, cada vez mais comuns em modelos topo de linha. Para rodar, o app pede Android 13 ou superior e pelo menos 5 GB de RAM, o que na prática deixa de fora aparelhos de entrada mais antigos.
IA cobra à parte
A pegadinha, se é que existe uma, está nos recursos de inteligência artificial generativa baseados na plataforma Firefly da Adobe: Generative Fill (preenchimento generativo), Image-to-Video (transformar imagem em vídeo) e geração de efeitos sonoros por texto. Essas ferramentas exigem login numa conta Adobe e consomem créditos generativos pagos, a menos que o usuário já tenha uma assinatura Creative Cloud que os inclua.
Vale o preço no Brasil?
Como o app é gratuito para a edição básica, a pergunta muda de figura: vale a pena usar no lugar de apps como CapCut? Para quem já edita no PC com Premiere Pro, a resposta tende a ser sim, já que a Adobe promete no futuro continuar no desktop uma edição iniciada no celular. Os créditos Firefly, cobrados internacionalmente em dólar, devem seguir o mesmo padrão de preço já praticado no Brasil para assinaturas Adobe — ou seja, nada barato para quem só quer usar a IA generativa ocasionalmente.