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Games11 de ago. de 2026, 13:20

Afinal, GTA 6 vai sair em disco? Entenda a polêmica da mídia física

Take-Two confirma que GTA 6 chegará só em formato digital e que a versão física trará apenas um código de ativação, sem disco. CEO Strauss Zelnick não descarta disco no futuro, mas defesa do digital irrita parte da comunidade.

Por Théo Ramos · Repórter de Games

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A pergunta que não quer calar: GTA 6 vai ter disco?

Se você é da geração que gosta de guardar a caixinha do jogo na estante, prepare o coração: GTA 6 vai nascer digital. A Take-Two confirmou que o lançamento será majoritariamente em formato digital, e que mesmo quem comprar a versão "física" na loja vai levar para casa uma caixa com... um código de ativação. Nada de disco de verdade dentro.

O que a Take-Two está dizendo

Foto: reprodução/tecmundo.com.br

Quem defendeu a decisão publicamente foi Strauss Zelnick, CEO da Take-Two. Segundo ele, mais de 90% do negócio da empresa já é digital, e para um lançamento do tamanho de GTA 6 o disco físico "não faz muito sentido" — já que o jogo vai exigir conexão constante para ativação, atualizações e progressão online de qualquer forma. Para Zelnick, se o jogador já precisa estar conectado para baixar arquivos gigantescos, o disco físico virou só um intermediário burocrático.

Ainda assim, ele deixou uma brecha: disse que "nessa fase do jogo, não descartaria nada", sugerindo que uma versão em disco pode aparecer mais adiante, mas comparou o formato físico a algo que tende a virar nicho — como aconteceu com os discos de vinil na música.

Por que isso incomoda tanto a comunidade

Foto: reprodução/culpadolag.com.br

A notícia caiu mal entre boa parte dos jogadores, e o motivo vai além de nostalgia. Comprar um jogo "físico" que na prática é só um código reforça uma dependência cada vez maior de servidores, lojas digitais e DRM — e isso tem custo real para quem joga. Não é força de expressão: só em 2026, a PlayStation Store já retirou títulos de PS4 e PS5 por questões de licenciamento, e o Xbox Game Pass perdeu quase 20 jogos em um único mês, incluindo nomes de peso como Celeste. Quando a loja fecha as portas para um título, ele simplesmente some da conta de quem "comprou" — porque, na prática, o que existia era uma licença, não uma posse.

É esse o pano de fundo da revolta: a mídia física sempre foi vista como garantia de que o jogo continua seu mesmo se a loja sair do ar, o servidor for desligado ou a empresa mudar de estratégia. Tirar essa opção do lançamento mais aguardado da década é, para muita gente, um sinal de para onde a indústria está indo — e não é um caminho unânime.

O que fica de lição

A Rockstar e a Take-Two apostam que a conveniência do digital vai falar mais alto que o apego ao disco. Pode até ser verdade para a maioria. Mas a reação mostra que existe uma base de jogadores incomodada com abrir mão de posse real em troca de acesso condicionado — e essa discussão deve seguir esquentando até o lançamento.

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