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Mercado01 de set. de 2026, 23:10

AIR capta US$ 50 mi para auditar habilidades de agentes de IA

Startup fundada por ex-integrantes da Unidade 8200 israelense levanta US$ 50 milhões em duas rodadas seed para criar uma espécie de firewall que verifica skills e plugins usados por agentes de IA corporativos.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 50 milhões para um "firewall" de agentes de IA

A startup israelense AIR saiu do modo furtivo nesta terça-feira (1º) com US$ 50 milhões captados em duas rodadas seed: uma primeira de US$ 10 milhões liderada pela Sequoia Capital e uma segunda, maior, de US$ 40 milhões liderada pela Greenoaks Capital. A empresa também atraiu investidores-anjo como Zach Frankel (Cognition), Yinon Costica (Wiz), Ofir Ehrlich (Eon) e a ex-conselheira de segurança nacional dos EUA Anne Neuberger.

A companhia foi fundada por Yair Saban (CEO) e Niv Hoffman (CTO), ambos veteranos da Unidade 8200, o corpo de inteligência israelense, onde atuaram em segurança ofensiva. Com cerca de 40 funcionários, a AIR já soma mais de 20 clientes, sendo aproximadamente um quarto deles grandes empresas.

O que a AIR faz

A plataforma foi criada para resolver um problema crescente à medida que empresas adotam agentes de IA no dia a dia: como garantir que as "skills", ferramentas e plugins que esses agentes usam — muitas vezes baixados de fontes externas na internet — não sejam maliciosos ou tenham sido alterados. A AIR descobre quais agentes de IA estão rodando dentro de uma empresa, verifica continuamente os componentes que eles usam e bloqueia interações com softwares ou fontes externas que não passam nos critérios de segurança. A startup também oferece um marketplace de add-ons e skills já verificados.

Segundo a empresa, o processo de checagem contínua filtra cerca de 27% dos add-ons e skills encontrados disponíveis online — um indicativo do volume de componentes potencialmente arriscados que circulam nesse ecossistema. "Verificar continuamente skills e sites de plugins é uma missão difícil de fazer. Ganhar visibilidade sobre o endpoint, isso é fácil", resumiu um dos fundadores.

Setor regulado impulsiona a demanda

A maior demanda pelos serviços da AIR vem de indústrias fortemente reguladas, como serviços financeiros e farmacêutica — segmentos em que o uso descontrolado de ferramentas de IA por agentes autônomos representa risco de compliance e vazamento de dados sensíveis. A empresa entra em um mercado que já tem players como Noma Security, Astrix Security e Operant AI, além da Zenity, que captou US$ 125 milhões em rodada Série C em agosto. O aporte da AIR reforça a tendência de investidores apostarem pesado em segurança específica para agentes de IA, à medida que essas ferramentas ganham autonomia dentro das operações corporativas.

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