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MercadoIA13 de set. de 2026, 11:48Atualizada em 13 de set. de 2026, 15:39

Altman recua e diz que IPO da OpenAI não sai em 2026

CEO da OpenAI admite que abrir capital neste ano seria 'pouco recomendável' diante das discussões sobre segurança em IA, mesmo com pedido confidencial de IPO já protocolado na SEC.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Não em 2026: a frase que mudou a expectativa do mercado

"Not 2026, yeah. We've got a lot of stuff to do." Foi assim, direto, que Sam Altman enterrou por ora as apostas de que a OpenAI estrearia na bolsa ainda este ano. Em nova declaração, o CEO foi além e classificou como "ill-advised" — pouco recomendável — a ideia de abrir capital em 2026, mesmo com o pedido confidencial de IPO já protocolado na SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.

O que já está engatilhado

A OpenAI confirmou em junho o depósito confidencial de documentação para IPO junto à SEC, movimento que a própria empresa avisou ter feito de forma proativa: "esperamos que vaze, então estamos apenas anunciando", disse a companhia à época. O plano inicial, segundo reportagens anteriores, mirava uma janela entre o terceiro e quarto trimestres de 2026 — cronograma que agora Altman descarta publicamente, empurrando a operação para mais adiante, possivelmente 2027.

O motivo dado: segurança, não finanças

Diferentemente do que se vê em recuos de IPO por fraqueza de balanço ou janela de mercado ruim, Altman apontou outro fator: o momento das discussões sobre segurança em inteligência artificial. Em suas palavras, a companhia vai a mercado "quando estivermos prontos, o que significa quando o negócio estiver pronto, quando sentirmos que é o momento certo diante de como a sociedade está lidando com essa tecnologia". É uma justificativa que mistura maturidade operacional com termômetro regulatório e reputacional — território sensível para uma empresa que já enfrentou questionamentos sobre governança e riscos de seus modelos.

O tamanho do prêmio em jogo

O adiamento não é trivial diante dos números em discussão. A OpenAI já foi avaliada em mais de US$ 850 bilhões em rodadas recentes, e reportagens indicam que a empresa pode mirar uma avaliação de até US$ 1 trilhão em uma eventual oferta pública — o que a colocaria, ao lado de nomes como SpaceX e Anthropic (rival direta da OpenAI em modelos de IA generativa, também com pedido confidencial de IPO em andamento), entre as maiores estreias em bolsa da história.

Quem ganha e quem perde com a demora

Investidores que entraram em rodadas privadas ganham mais tempo de valorização antes de uma eventual liquidez em bolsa, mas também ficam mais expostos a uma correção de expectativas caso o apetite do mercado por ações de IA esfrie até lá. Já para o mercado público, o adiamento tira do radar de curto prazo um dos IPOs mais aguardados da década, deixando SpaceX e Anthropic na dianteira da disputa por atenção — e capital — de investidores institucionais interessados em exposição à corrida da inteligência artificial.


Atualização (13/09, 15:39): Sam Altman detalhou os motivos por trás do adiamento do IPO da OpenAI. Segundo o executivo, os riscos que a inteligência artificial representa à humanidade "não podem ser ignorados em troca de lucro ou vaidade corporativa", justificativa que ele usou para explicar por que abrir o capital da empresa agora seria "um momento mal-aconselhado", dado tudo o que está acontecendo no campo da segurança da IA.

Altman afirmou que o foco atual da OpenAI precisa estar no alinhamento de segurança e na cooperação com órgãos governamentais, e que a companhia tem "muita coisa a fazer" para atender ao que esse momento exige em termos de segurança e alinhamento — inclusive discutindo com o setor e com governos como agir de forma conjunta. Ele disse ainda que a empresa precisa poder tomar decisões que não são necessariamente do interesse imediato do negócio ou dos acionistas, para cumprir sua missão de responsabilidade.

O CEO também citou que empresas do setor de IA vêm estudando formas de criar acordos conjuntos para desacelerar o avanço de certas ferramentas e concentrar esforços na mitigação de falhas, reforçando que o IPO só deve ocorrer quando a companhia considerar que o momento da sociedade em relação à tecnologia estiver adequado.

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