
Amazon desiste de vez dos MMOs e devolve Throne and Liberty e Lost Ark
A Amazon vai repassar as operações ao vivo de Throne and Liberty e Lost Ark no Ocidente para os estúdios que criaram os jogos, encerrando de vez sua aposta em MMOs.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Amazon sai do jogo dos MMOs
A Amazon Games vai parar de operar os dois maiores MMOs do seu catálogo. Throne and Liberty muda de mãos no quarto trimestre de 2026, indo para a NC e sua subsidiária FirstSpark Games. Lost Ark segue o mesmo caminho no início de 2027, voltando para a Smilegate, sua desenvolvedora original. Na prática, a Amazon está terceirizando de volta tudo que fazia: atendimento, localização, eventos, moderação de comunidade e infraestrutura ao vivo.
Quem acompanha o histórico recente da empresa não deveria se surpreender. Em outubro de 2025, a Amazon já tinha avisado que ia cortar "uma quantidade significativa" do trabalho em jogos AAA próprios, apontando especificamente para MMOs como o foco da redução. Na época, o aviso veio junto com a notícia de que o New World entraria em modo de manutenção, sem mais atualizações de conteúdo, com os servidores prometidos apenas até 2026 — e o desenvolvimento do MMO de Senhor dos Anéis, que nunca saiu do papel, parece ter morrido junto.
Foto: reprodução/engadget.com
O que muda para quem joga
A boa notícia para a comunidade é que nenhum dos dois jogos está sendo encerrado — é uma troca de operador, não um fechamento. Os estúdios originais assumem porque, no fim das contas, conhecem o produto melhor do que qualquer publisher terceirizado.
Em Lost Ark, contas, personagens, progressão, inventário, itens e saldo em carteira devem migrar automaticamente para o sistema da Smilegate, salvo quem optar por não fazer a portabilidade. Mas nem tudo sobrevive à mudança: histórico de e-mails do jogo, memorandos de lista de amigos e de guilda, apelidos internos e histórico de chat ficam para trás. Para quem tem anos de conta acumulados, vale garantir que informações importantes estejam salvas fora do jogo antes da virada.
Para Throne and Liberty, que a Amazon publica no Ocidente há quase dois anos, ainda faltam detalhes sobre o que muda na prática — a expectativa é que o impacto para o jogador final seja mínimo, mas fica o aviso: contratos de serviço costumam trazer letra miúda, e vale ficar de olho nos termos que a NC/FirstSpark vai apresentar.
O pano de fundo
A retirada confirma que a Amazon está desistindo de brigar no mercado de MMOs como publisher e operadora, redirecionando recursos para jogos casuais, projetos com IA e o serviço de nuvem Luna. Para uma empresa que investiu pesado — e por anos — em se tornar relevante nesse nicho, é o fim de um capítulo que já vinha sendo escrito desde os cortes do ano passado.