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Smart CitiesMercado19 de ago. de 2026, 11:24Atualizada em 20 de ago. de 2026, 15:57

Amazon leva drones a quase 500 cidades dos EUA até o fim do ano

A Amazon anuncia salto de seis vezes na cobertura do Prime Air, chegando a Chicago e Syracuse, mas o programa nasceu em 2013 e só agora sai do papel — em meio a queixas de ruído e regras da aviação ainda incompletas.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Uma promessa de 13 anos que finalmente decola

Se você mora no Brasil e ainda vê drone só em show de luzes ou pulverização agrícola, vale acompanhar o que está acontecendo nos Estados Unidos. A Amazon anunciou que seu serviço de entrega por drones, o Prime Air, vai chegar a quase 500 cidades e municípios americanos até o fim de 2026 — um salto de seis vezes em relação à cobertura atual. A promessa não é nova: Jeff Bezos apresentou o projeto em dezembro de 2013, dizendo que "parece ficção científica, mas não é". Passaram-se 13 anos até a coisa sair do papel em escala.

E aí fica a pergunta que todo cidadão devia fazer: por que demorou tanto? A resposta está na burocracia da aviação civil americana. A FAA (a Anac de lá) exigiu uma certificação equivalente à de companhias aéreas comerciais para autorizar os voos, e uma regra federal que permitiria voos além da linha de visão do operador ainda não foi finalizada.

Foto: reprodução/geekwire.com

Quais cidades entram na lista

Hoje o Prime Air opera em 11 unidades espalhadas por sete estados: Arizona, Flórida, Kansas, Louisiana, Michigan, Nebraska e Texas, cada uma cobrindo cerca de 175 milhas quadradas (uns 450 km²) ao redor do centro de distribuição. Os próximos destinos anunciados são Chicago (Illinois), Syracuse (Nova York), Cleveland (Ohio), Atlanta (Geórgia) e Boise (Idaho).

Foto: reprodução/cnbc.com

Quanto custa e o que dá pra pedir

O drone carrega pacotes de até 5 libras (cerca de 2,3 kg) que caibam numa caixa de sapato grande — o que já cobre mais de 60% dos itens mais comprados no site, segundo a Amazon. A entrega promete chegar em até 30 minutos, com média de 60. Para assinantes Prime, é grátis em compras acima de US$ 50; abaixo disso, custa US$ 2,99. Quem não é assinante paga US$ 4,99. A empresa projeta ultrapassar 1 milhão de entregas por drone em 2026.

O que fica de lição para cá

Mesmo restrito a áreas suburbanas, o programa já enfrenta reclamações de moradores sobre ruído constante. É o tipo de atrito que qualquer prefeitura brasileira que sonhe com entrega aérea vai precisar equacionar antes de liberar o primeiro voo comercial: quem autoriza a rota, quem mede o barulho e quem responde se um drone cair sobre uma casa.


Atualização (19/08, 21:46): Atualização (20/08): A Amazon confirmou que pretende levar o Prime Air a quase 500 cidades e bairros dos EUA até o fim de 2026 — cerca de seis vezes sua área de cobertura atual, que hoje soma 11 unidades em 10 regiões metropolitanas, incluindo Phoenix, Tampa, Kansas City, Omaha, Detroit, Houston, San Antonio e Dallas. Novos lançamentos estão previstos para Chicago, Atlanta, Cleveland, Syracuse e Boise. Mas a expansão tem esbarrado em resistência local: em cidades como Bloomfield Township (Michigan) e Richardson (Texas), moradores registraram queixas formais sobre ruído excessivo, sobrevoos frequentes e invasão de privacidade — um caso chegou a registrar 122 sobrevoos de drone sobre uma mesma casa em apenas 10 horas. A Amazon afirma que reclamações sobre ruído representam menos de 1% dos contatos de atendimento ao cliente relacionados ao Prime Air, mas, como os drones operam em espaço aéreo federal, autoridades locais têm pouco poder para restringir os voos por meio de leis municipais.


Atualização (19/08, 21:50): Atualização (20/08): A Amazon confirmou que pretende levar o Prime Air a quase 500 cidades e bairros dos EUA até o fim de 2026 — cerca de seis vezes sua área de cobertura atual, que hoje soma 11 unidades em 10 regiões metropolitanas, incluindo Phoenix, Tampa, Kansas City, Omaha, Detroit, Houston, San Antonio e Dallas. Novos lançamentos estão previstos para Chicago, Atlanta, Cleveland, Syracuse e Boise. Mas a expansão tem esbarrado em resistência local: em cidades como Bloomfield Township (Michigan) e Richardson (Texas), moradores registraram queixas formais sobre ruído excessivo, sobrevoos frequentes e invasão de privacidade — um caso chegou a registrar 122 sobrevoos de drone sobre uma mesma casa em apenas 10 horas. A Amazon afirma que reclamações sobre ruído representam menos de 1% dos contatos de atendimento ao cliente relacionados ao Prime Air, mas, como os drones operam em espaço aéreo federal, autoridades locais têm pouco poder para restringir os voos por meio de leis municipais.


Atualização (20/08, 15:57): Vídeos mostram drones do Prime Air lançando encomendas em piscinas e lagos nos EUA, dias depois de a Amazon anunciar expansão do serviço para quase 500 cidades até o fim de 2026.

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