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Mercado09 de out. de 2026, 10:51

American Airlines vai instalar Starlink em 1.030 aviões da frota principal

A companhia aérea americana ampliou um acordo anterior e vai equipar toda a sua frota principal com antenas da Starlink, internet via satélite da SpaceX, com instalações a partir de 2027.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que redesenha o Wi-Fi a bordo

A American Airlines vai instalar antenas da Starlink — serviço de internet via satélite da SpaceX, empresa de Elon Musk — em 1.030 aviões de sua frota principal, segundo anúncio da própria companhia. O número cobre mais de 500 Airbus de corredor único, mais de 400 Boeing também de corredor único e mais de 130 Boeing de fuselagem larga, usados em rotas internacionais de longa distância.

A frota principal da American transporta mais de 165 milhões de passageiros por ano, o que dá uma medida do alcance da mudança: praticamente toda a operação da terceira maior companhia aérea do mundo em frota passará a contar com internet via satélite de alta velocidade.

Foto: reprodução/engadget.com

De 500 para mais de 1.000 aviões

O movimento amplia um acordo firmado em maio de 2026, quando a American e a SpaceX haviam fechado contrato para equipar cerca de 500 aeronaves. Agora a cobertura mais que dobra e passa a incluir toda a frota mainline, incluindo os widebodies usados em voos internacionais — segmento que ficava de fora do plano original.

Cada avião receberá o terminal Starlink Performance Aero, que combina antena e modem e promete velocidades de até 1 Gbps por terminal — um salto em relação à conectividade via satélite tradicional, historicamente lenta e instável a bordo. As instalações começam no início de 2027, mas a companhia não detalhou um cronograma de conclusão nem confirmou se o serviço será gratuito em todos os voos.

Foto: reprodução/viewfromthewing.com

Quem ganha e quem perde

A aposta da American acompanha uma tendência do setor: outras companhias, como United Airlines e Hawaiian Airlines, já adotaram a Starlink para parte de suas frotas, pressionadas pela demanda de passageiros por internet rápida e gratuita durante o voo — hoje um critério cada vez mais decisivo na escolha de companhia aérea.

Os passageiros devem ser os principais beneficiados, com acesso a streaming, jogos online, videochamadas e trabalho remoto em velocidade de banda larga doméstica, mesmo em pleno ar. A Starlink também sai fortalecida, consolidando-se como fornecedora dominante de conectividade aérea e abrindo caminho para expandir contratos com outras aéreas.

Já os provedores tradicionais de Wi-Fi aéreo — como Viasat, Intelsat e Gogo, que dependem de satélites geoestacionários mais lentos — perdem terreno à medida que companhias aéreas migram para a constelação de órbita baixa da SpaceX. A American ainda projeta receber mais de 300 novas aeronaves nos próximos anos, o que deve ampliar ainda mais a presença da Starlink nos céus americanos.

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