
Anbernic RG DDS pode ser o sucessor que o 3DS nunca teve
A fabricante chinesa de portáteis retrô Anbernic revelou o RG DDS, handheld de duas telas inspirado no Nintendo 3DS e com upscaling pixel-perfeito para emulação. Preço e data de lançamento ainda não foram anunciados.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Duas telas, uma inspiração clara
A Anbernic, fabricante chinesa conhecida por consoles portáteis voltados à emulação de jogos retrô, revelou o RG DDS, seu novo handheld de duas telas que bebe diretamente da fonte do Nintendo 3DS. O aparelho usa telas IPS "customizadas" com proporção pensada especificamente para rodar os jogos do portátil da Nintendo sem distorções.
Encaixe perfeito para jogos de 3DS
A tela superior tem 4,7 polegadas com resolução de 1200x720, enquanto a touchscreen inferior tem 4 polegadas e resolução de 960x720. Ambos os painéis entregam 500 nits de brilho e densidade de aproximadamente 300 PPI. O diferencial está no escalonamento: a tela de cima reproduz a imagem original do 3DS (400x240 por olho) em escala inteira de 3x, e a de baixo faz o mesmo com a touchscreen original de 320x240 — resultado em blocos de pixel 3x3 limpos, sem as distorções comuns em upscaling de emuladores.
Poder de fogo para ir além do 3DS
O RG DDS é equipado com o chipset Snapdragon G2 Gen 2, da Qualcomm, fabricante líder em processadores para dispositivos móveis, combinado a uma bateria de 6.000 mAh, sistema de resfriamento ativo e uma caneta stylus retrátil. Segundo a fabricante, o hardware é potente o suficiente não só para emular títulos de 3DS em escala inteira, mas também para rodar jogos como The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D e Kirby: Triple Deluxe em escala 5x — além de suportar emulação de PS3 e Wii U.
Preço e data ainda são mistério
Até o momento, a Anbernic não confirmou preço, data de lançamento, quantidade de RAM, capacidade de armazenamento nem o sistema operacional do aparelho.
Vale a pena esperar?
Se o RG DDS cumprir o que promete, ele resolve o maior problema de quem ainda tem um 3DS original: a degradação das baterias e a falta de suporte oficial da própria Nintendo para o hardware. Comparado à geração anterior de clones dual-screen da Anbernic, o salto no chipset e nas telas sob medida parece ser o argumento mais forte. Mas sem preço confirmado, ainda é cedo para recomendar a compra — vale acompanhar os próximos anúncios antes de decidir.