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IAMercado04 de ago. de 2026, 22:12Atualizada em 08 de ago. de 2026, 01:55

Anthropic fecha acordo de US$ 10 bilhões com startup de nuvem Volta

Contrato de seis anos vai fornecer à Anthropic capacidade de computação de um data center na Noruega, movido a energia hidrelétrica e equipado com chips Nvidia Vera Rubin.

Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana

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Mais um contrato bilionário de infraestrutura

A Anthropic, criadora do chatbot Claude, fechou um acordo de US$ 10 bilhões com a Volta, startup de nuvem voltada para inteligência artificial fundada no início de 2026. Segundo reportagem da Bloomberg, o contrato tem duração de seis anos e vai garantir à Anthropic capacidade de computação dedicada para treinar e rodar seus modelos de IA.

A infraestrutura será viabilizada em parceria com a Bitdeer, empresa de mineração de criptomoedas que vai construir e operar o data center. A instalação fica em Tydal, na Noruega, terá 133 megawatts de capacidade e funcionará 100% a partir de energia hidrelétrica renovável. O centro será equipado com sistemas Nvidia Vera Rubin, a arquitetura de chips de IA mais recente da fabricante.

Entrega em duas fases

De acordo com informações da Bitdeer, a capacidade contratada será entregue em quatro salas de dados, divididas em duas fases. A primeira etapa está prevista para 31 de dezembro de 2026, e a segunda, para 31 de março de 2027.

A Volta havia anunciado anteriormente um acordo com um laboratório de IA sem revelar qual — o novo contrato confirma que se tratava da Anthropic. A startup também levantou recentemente US$ 300 milhões em uma rodada de investimento que a avaliou em US$ 2,4 bilhões, e integra o programa de parceiros de nuvem da Nvidia.

Parte de uma corrida por capacidade

O acordo com a Volta é o mais recente de uma série de movimentos da Anthropic para garantir capacidade computacional em meio à disputa acirrada do mercado de IA generativa. A empresa já havia fechado parcerias de computação com a SpaceX e recebido um aporte adicional de US$ 5 bilhões da Amazon, uma de suas principais investidoras e fornecedoras de infraestrutura em nuvem.

A corrida por poder computacional tem levado companhias de IA a fechar contratos bilionários com fornecedores cada vez mais diversos — de gigantes estabelecidos de nuvem a startups criadas há poucos meses, como a própria Volta — na tentativa de assegurar os chips e a energia necessários para sustentar o treinamento de modelos cada vez maiores.

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