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GadgetsMercado19 de set. de 2026, 11:00

Apple aceita pagar até 40% a mais por memória da Samsung; iPhone pode subir

Apple fechou acordo para pagar entre 30% e 40% a mais por chips DRAM e NAND da Samsung a partir de 2027, o que pode elevar ainda mais o preço do iPhone no Brasil. É o segundo repasse de custo de memória em menos de um ano.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que aconteceu

A Apple aceitou pagar entre 30% e 40% a mais pelos chips de memória que a Samsung, a fabricante sul-coreana líder mundial em memórias DRAM e NAND, fornece para iPhone, iPad e Mac. Segundo reportagens da DigiTimes e da publicação chinesa Jiemian News, replicadas por MacRumors e SamMobile, o novo contrato vale a partir do primeiro trimestre de 2027 e é ainda mais agressivo que o reajuste fechado poucos meses atrás.

Nos números: a RAM LPDDR5X, hoje cobrada a US$ 1,50 por gigabit no terceiro trimestre de 2026, passa para US$ 2,00 por gigabit no início de 2027 — alta de 33%. Já o NAND, usado no armazenamento interno, sobe de US$ 0,26 para US$ 0,33 por gigabit, um acréscimo de 27%. Somados, os aumentos podem chegar a 40% dependendo da configuração de memória de cada modelo.

Por que isso pesa tanto no bolso

Especificação de papel vira preço final rápido quando o componente é memória. Diferente de câmera ou processador, RAM e armazenamento são cobrados por gigabit, então cada salto no iPhone Pro de 256 GB para 512 GB, ou 1 TB, multiplica o impacto do reajuste. E não é a primeira vez este ano: desde junho de 2026, Mac, iPad, Apple TV, HomePod e Vision Pro já tiveram altas de US$ 100 a US$ 300, e o iPhone 18 Pro chegou ao mercado americano US$ 100 mais caro que o iPhone 17 Pro.

A raiz do problema é a mesma que vem encarecendo notebooks e consoles: fabricantes de infraestrutura de inteligência artificial estão disputando a mesma capacidade de produção de memória que a indústria de smartphones, apertando a oferta global. O ex-CEO da Apple, Tim Cook, chegou a chamar a escassez de "inevitável" e comparou o cenário a uma enchente que só acontece a cada 100 anos.

Vale o preço no Brasil?

Aqui a conta fica pior: reajuste de fábrica em dólar, e depois soma-se importação, Lei do Bem, ICMS e margem de distribuidor. Se o histórico se repetir, qualquer aumento de custo em Cupertino tende a chegar amplificado nas prateleiras brasileiras — como já aconteceu em lançamentos recentes. Vale notar que outros fabricantes, como Oppo e vivo, recusaram o mesmo reajuste oferecido pela Samsung, o que mostra que a Apple optou por garantir fornecimento em vez de negociar mais. Para quem pensa em trocar de iPhone, a lição prática é: se o modelo atual ainda atende, esperar o anúncio de 2027 pode custar caro.

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