tech & talk
Gadgets27 de out. de 2026, 17:38

Apple atualiza MacBook Pro 14" e iMac 24" com chip M6; veja preços

A Apple anunciou nesta terça o novo MacBook Pro de 14" e o iMac de 24", ambos com chip M6, promessa de até 24 horas de bateria no notebook e chegada às lojas em 6 de novembro.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

Compartilhar

O que a Apple trocou de fato

A Apple confirmou nesta terça-feira (27) a chegada do chip M6 ao MacBook Pro de 14" e ao iMac de 24", numa atualização que parece discreta no papel mas que, na prática, muda a conversa sobre upgrade. O M6 do MacBook Pro vem com até 12 núcleos de CPU e 12 de GPU, entregando até 30% mais desempenho gráfico e até 25% mais desempenho em tarefas de IA na comparação com o M5 — que, convenhamos, ainda nem completou um ano de mercado. A banda de memória também subiu, de 153 GB/s no M5 para 170 GB/s agora, o que se sente em exportação de vídeo e em modelos de IA rodando localmente.

Na prática de uso, o que chama atenção é a bateria: a Apple promete até 24 horas de autonomia no MacBook Pro 14", com carga de 50% em apenas 30 minutos no adaptador certo. É o tipo de número que, se confirmado fora do laboratório, resolve o problema real de quem vive em call e perde a tomada no meio do dia.

Foto: reprodução/theverge.com

iMac ganha mais cor e mais chip

Do lado do desktop, o iMac de 24" mantém a identidade visual — ainda são sete cores: azul, verde, rosa, amarelo, roxo, laranja e prateado — mas troca o coração para o M6, com configurações de 10 ou 12 núcleos de CPU/GPU, 16 GB a 32 GB de memória unificada e armazenamento de 256 GB a 2 TB. Wi-Fi 7 e Bluetooth 6.0 entram de série nos dois produtos, assim como a câmera de 12 megapixels com Center Stage.

Preços, datas e a pergunta que fica

No Brasil, o MacBook Pro 14" com M6 parte de R$ 24.999, e o iMac de 24" começa em R$ 17.999. Nos Estados Unidos, o notebook sai por US$ 1.999 e o desktop por US$ 1.499 (configuração de 10 núcleos) ou US$ 1.699 (12 núcleos, 4 portas Thunderbolt 4). As pré-vendas abrem nesta quarta (28), e os aparelhos chegam às lojas em 6 de novembro.

Comparando com a geração M5, o salto de desempenho é real, mas não é de arrasar quarteirão — é incremento, não revolução. Isso deixa aquela pergunta inevitável: vale o preço no Brasil? Para quem já está no M5 ou no M4, dificilmente. Os ganhos de GPU e IA são sentidos por quem exporta vídeo pesado ou roda modelos de linguagem localmente, não pelo usuário comum de planilha e navegador. Já para quem ainda está no Intel ou travado num M1, o salto de bateria e desempenho justifica o investimento — mesmo com o dólar pesando no preço final em reais.

applemacbook proimacchip m6apple silicon
Compartilhar