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Mercado01 de set. de 2026, 11:20Atualizada em 01 de set. de 2026, 18:50

Apple diz achar provas de destruição de dados em caso contra OpenAI

Análise forense de MacBook de ex-engenheiro da Apple mostra uso de esquema elétrico confidencial em projeto da OpenAI e tentativa de apagar evidências após início de investigação interna.

Por Marcos Silva · Repórter de plantão

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A Apple apresentou à Justiça dos Estados Unidos um novo conjunto de provas contra a OpenAI e um ex-funcionário acusado de roubo de segredos comerciais. A empresa classificou o material como "evidências chocantes".

O documento é parte do processo movido pela Apple em julho contra a OpenAI e ex-funcionários que migraram para a concorrente. O caso girava até então em torno de Chang Liu, ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos que deixou a Apple em janeiro para trabalhar na OpenAI.

O que a análise do MacBook mostrou

Foto: reprodução/engadget.com

Advogados de Liu entregaram recentemente à Apple o notebook de trabalho usado por ele na empresa. A perícia forense apontou que Liu baixou um esquema elétrico confidencial e o usou em suas atividades na OpenAI. Segundo a Apple, Liu e outras pessoas na OpenAI tinham conhecimento do acesso não autorizado aos arquivos.

Simulação e sincronização via iCloud

De acordo com a Apple, Liu usou o esquema elétrico em março para rodar uma simulação no LTspice, software de engenharia elétrica. A simulação, feita em um Mac mini, gerou ao menos três arquivos de saída enviados ao iCloud, que foram sincronizados depois com o MacBook — foi esse rastro que permitiu à Apple identificar o uso do esquema.

Acusação de destruição de provas

A Apple afirma que, em junho, Liu soube que estava sob investigação interna. A partir daí, ele teria trocado mensagens com a colega de OpenAI Yu-Ting "Alyssa" Peng sobre a possibilidade de "restaurar" os dispositivos fornecidos à Apple para análise. Para a empresa, esse procedimento apagaria registros, metadados e dados de uso relevantes para a perícia. Com base nisso, a Apple pede à Justiça produção acelerada de provas e acesso ao Mac mini usado nas simulações.

Em resposta, a OpenAI argumentou que Liu acessou os arquivos da Apple após deixar a empresa para ajudar ex-colegas que pediram assistência, e que o problema de "acesso residual" a sistemas corporativos é comum no setor.

Pedido de liminar

A Apple busca uma liminar que impeça a OpenAI de desenvolver hardware baseado em tecnologia da empresa enquanto o processo corre na Justiça americana. Reportagens do setor também apontam que mais de 400 ex-funcionários da Apple hoje trabalham na OpenAI.


Atualização (01/09, 18:50): Atualização: Novos documentos judiciais revelam que a acusação da Apple contra a OpenAI está atrelada a um pedido formal de "expedited discovery" (produção acelerada de provas) na Justiça federal americana. Segundo a petição, apresentada na segunda-feira (31/8), a Apple argumenta que a análise forense inicial de um MacBook usado pelo ex-funcionário Chang Liu — engenheiro sênior de sistemas elétricos que deixou a Apple em janeiro para trabalhar na OpenAI — comprova que ele baixou um esquema confidencial de circuito da Apple e o utilizou em simulações no software LTspice durante seu trabalho na OpenAI.

A empresa afirma que a OpenAI só entregou o notebook aos investigadores no mês passado, cerca de seis semanas depois de a ação ter sido movida, em 10 de julho, e "somente após semanas de atraso". Para a Apple, esse laptop representa "a informação muito limitada" fornecida até agora pelos réus, o que reforça sua tese de que não está fazendo uma "expedição de pesca", mas sim reagindo a provas de uso indevido de segredos comerciais e de destruição de evidências — caso de Liu, que teria pedido a uma colega da OpenAI, identificada como Yu-Ting Peng, que restaurasse dispositivos da Apple ao saber que era alvo de investigação interna.

Uma audiência sobre o pedido de discovery acelerada da Apple está marcada para 1º de outubro, perante o juiz Edward Davila, da Justiça federal da Califórnia, embora o tribunal possa decidir antes dessa data.

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