
Apple lança nova Siri com IA do Google, mas recepção é morna no mercado
A Apple lançou no iOS 27 uma Siri com conversação natural e IA do Google Gemini, mas a recepção do mercado foi discreta diante de assistentes rivais já mais avançados.
Por Redação tech & talk · Curadoria assistida por IA, revisão humana
Depois de anos de atraso, Siri ganha conversação natural
A Apple lançou, na beta pública do iOS 27 em julho, a versão mais ambiciosa da Siri até hoje: um assistente capaz de manter conversas naturais e bidirecionais, com controle de expressividade de voz, compreensão de contexto pessoal para localizar fotos, e-mails, contatos e compromissos, e capacidade de responder perguntas gerais usando conhecimento amplo. A ferramenta também consegue extrair informações de documentos fotografados, como carteiras de motorista e códigos QR, e controlar aplicativos e sites com mais precisão. O lançamento oficial, ao lado do novo iPhone 18, está previsto para setembro de 2026.
Parceria bilionária com o Google
A nova Siri é resultado de um acordo assinado pela Apple com o Google em janeiro de 2026, avaliado em cerca de US$ 1 bilhão por ano, para usar a tecnologia por trás do Gemini no desenvolvimento dos modelos de fundação próprios da Apple. Na prática, tarefas simples — como vozes expressivas, ditado avançado e buscas de contexto pessoal — rodam localmente nos chips da Apple, enquanto pedidos mais complexos, que exigem conhecimento de mundo e raciocínio avançado, são processados na nuvem por meio do Private Cloud Compute, com o modelo do Google atuando por trás da cortina.
Reação morna do mercado
Apesar de resolver um problema que a Apple carregava havia anos — a empresa chegou a pagar US$ 250 milhões para encerrar uma ação judicial sobre atrasos nos recursos de IA prometidos —, a recepção ao anúncio foi discreta. Analistas apontam que o mercado de assistentes de IA evoluiu rapidamente enquanto a Apple corrigia a Siri: hoje, ferramentas rivais já escrevem código, criam mídia e completam tarefas de múltiplas etapas de forma autônoma, o que faz da nova Siri mais uma correção de rota do que uma inovação de ponta.
O que muda para o usuário
Ainda assim, a atualização representa a maior reformulação da Siri desde seu lançamento original e chega a iPhones a partir do modelo 15 Pro. Para a base global de usuários de iPhone, a expectativa é que a assistente finalmente entregue o nível de compreensão contextual prometido pela Apple desde a introdução da Apple Intelligence, em 2024.
Atualização (04/08, 22:39): A recepção morna da nova Siri no lançamento escondeu um dilema estratégico maior para a Apple: se a assistente ganhar ampla adesão entre os usuários ao longo do tempo, a empresa pode ser pressionada a abandonar a cautela que a levou a terceirizar a tecnologia por trás da Siri — hoje baseada no Gemini, do Google. A estratégia de recorrer a modelos de terceiros permitiu à Apple controlar custos, mas também significa abrir mão de controle sobre uma tecnologia considerada central para o futuro da empresa.
Questionado por analistas sobre o impacto financeiro e estratégico do sucesso (ou não) da nova Siri, o CEO Tim Cook respondeu de forma cautelosa: "Veremos o que a Siri AI fará". Cook afirmou ainda que, por ora, os custos com IA estão sendo absorvidos nas operações correntes da Apple, sem exigir "um grande salto nos investimentos de capital" — mas o cenário pode mudar caso a demanda pela assistente cresça significativamente, forçando a empresa a investir mais pesado em infraestrutura e modelos próprios de IA.