
Apple pode aposentar o MacBook Pro sem tela touch a partir de 2027
Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a Apple deve substituir gradualmente os MacBook Pro sem tela touch por versões com painel OLED sensível ao toque, com nova geração prevista para 2027.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A tela touch que pode decidir o futuro do MacBook Pro
Quem comprou um MacBook Pro recente sem tela sensível ao toque pode estar com a geração mais cara de notebook "tradicional" que a Apple ainda vai vender. Segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg — referência em antecipar lançamentos da Apple —, a empresa deve aposentar gradualmente os modelos sem touch, substituindo-os por versões com tela OLED sensível ao toque.
A notícia chega poucos dias depois da Apple apresentar, em outubro, os primeiros MacBook Pro com tela touch de verdade: os modelos de 14 e 16 polegadas com painel OLED ProLED XDR e taxa de atualização de até 120 Hz, equipados com chip M5 Pro ou M5 Max, até 128 GB de memória unificada e 16 TB de armazenamento. No Brasil, esses modelos custam a partir de R$ 34.999 (14 polegadas) e R$ 41.999 (16 polegadas).
Dois catálogos ao mesmo tempo, por quanto tempo?
O detalhe é que a Apple não trocou a linha inteira de uma vez. As versões de 14 e 16 polegadas com tela mini-LED e chips M5 Pro e M5 Max continuam no catálogo, custando a partir de R$ 24.999 — R$ 10 mil mais baratas que os equivalentes com touch. Para quem compara geração contra geração, o touch ainda é o item de luxo, não o padrão.
Segundo Gurman, manter duas linhas profissionais em paralelo aumenta a complexidade de desenvolvimento, produção e venda, e por isso essa convivência deve ser temporária. A Apple ainda não definiu uma data de saída de linha para os modelos sem touch, mas a expectativa é que a concentração nos displays táteis avance conforme a tecnologia amadurece.
O que vem em 2027
As informações apontam para uma nova geração de MacBook Pro com tela touch prevista para o fim de 2027, já com os futuros chips M7 Pro e M7 Max, com núcleos adicionais voltados a inteligência artificial. O modelo básico de 14 polegadas também passaria por reformulação, com corpo mais fino, mais leve, bordas menores e chip M7, em design que se aproximaria dos modelos profissionais — chegada estimada para o primeiro semestre de 2027.
Se a trajetória se confirmar, o consumidor brasileiro vai ficar diante da mesma pergunta que surge em toda transição de geração: vale pagar o adicional por uma tecnologia ainda recente, ou esperar a tela touch se tornar padrão de série, sem sobretaxa?