
Apple prepara HomePad, primeiro hub de casa inteligente, para 13 de outubro
Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o dispositivo com tela e design inspirado no iMac G4 deve ser revelado ao lado de um novo HomePod mini e um Apple TV renovado, todos com foco na Siri reformulada.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um hub com cara de iMac antigo
Depois de anos adiando a entrada em casas inteligentes, a Apple deve finalmente revelar seu hub doméstico batizado de "HomePad" em 13 de outubro, uma terça-feira, segundo o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conhecido por antecipar com precisão os lançamentos da empresa. A previsão é que o produto chegue ao lado de uma nova geração do HomePod mini e de um Apple TV renovado — um pacote que a Apple deve usar para empurrar a Siri reformulada, apoiada em IA, para dentro de casa.
O design descrito soa como uma homenagem ao iMac G4 de 2002: uma base circular de metal perfurado (que também funciona como alto-falante) sustentando um braço articulado que inclina uma tela quadrada para cima ou para baixo, conforme a posição de quem está usando. Há divergência entre as fontes sobre o tamanho exato do painel — variando entre 6 e 7 polegadas —, mas o consenso é que existirão duas versões: uma para apoiar em mesa e outra para instalar na parede.
O que muda na experiência
Comparado a um alto-falante inteligente comum, como o HomePod mini atual, o salto está na tela e na câmera frontal para FaceTime, que devem transformar o aparelho em central de videochamadas, intercomunicador entre cômodos, controle de acessórios domésticos e mostrador de fotos e widgets personalizáveis — tudo reconhecendo quem está na frente via voz e rosto. O sistema roda uma mistura de elementos de iOS, tvOS e watchOS, sugerindo que a Apple não quis criar uma plataforma do zero.
Vale a pena esperar?
Sem confirmação oficial de preço — estimativas não oficiais apontam algo perto de US$ 350 —, ainda é cedo para cravar se o HomePad vai brigar de igual para igual com hubs mais baratos de concorrentes como Amazon e Google no mercado brasileiro, onde produtos Apple costumam chegar com ágio considerável de importação e impostos. A resposta só vem com o anúncio oficial, mas a aposta da empresa é clara: entrar tarde na casa inteligente, só que com uma tela que concorrentes já têm há anos.