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Gadgets29 de out. de 2026, 15:41

Apple sobe de novo preço educacional do MacBook Neo, agora em US$ 649

É o segundo aumento em meses: o laptop de entrada da Apple para estudantes já subiu 30% desde o lançamento, em março, e o desconto educacional caiu pela metade.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Desconto de estudante que só diminui

O MacBook Neo nasceu em março deste ano como a aposta da Apple pra competir com Chromebooks e notebooks baratos de Windows nas escolas e universidades, com preço educacional de US$ 499 na loja voltada a esse público (Education Store) dos EUA. Deu certo por pouco tempo: em junho, o valor subiu para US$ 599, uma alta de US$ 100. Agora, nesta quarta (28/10), a Apple fez o segundo reajuste, elevando o preço para US$ 649 — mais US$ 50 em cima do valor de junho.

Somando as duas altas, o preço educacional do MacBook Neo subiu US$ 150 em relação ao valor de lançamento, um salto de aproximadamente 30% em sete meses. O efeito colateral mais sensível é no desconto para estudantes: o valor educacional, que nasceu US$ 100 mais barato que o preço de varejo convencional, agora representa só US$ 50 de economia, já que o preço de prateleira fora da loja de educação não mudou na mesma proporção.

A justificativa associada ao caso é a escassez global de chips de memória, que elevou o custo de RAM e armazenamento para fabricantes em geral — não é exclusividade da Apple, mas a empresa vem repassando o aumento de forma mais agressiva que a concorrência direta nesse segmento de entrada.

Vale lembrar o que o MacBook Neo oferece por esse valor: é a aposta mais barata do catálogo atual da Apple para notebooks, pensada para tarefas leves — navegação, documentos, videochamada — não para edição pesada ou jogos. Com chip A18 Pro e 8GB de RAM na configuração básica, já era um aparelho limitado para multitarefa mesmo no lançamento; pagar US$ 150 adicionais pelo mesmo hardware original torna a conta ainda mais apertada.

Vale o preço no Brasil? Esse detalhe de pricing é específico da loja de educação americana, que não tem equivalente direto por aqui — o Brasil segue com conversão de dólar mais impostos aplicada ao preço de varejo padrão. Mas o movimento interessa ao consumidor brasileiro por outro motivo: mostra que a pressão de custo de memória RAM é real e deve se refletir também nos preços globais da linha, inclusive nas versões vendidas aqui. Se você está de olho no MacBook Neo como notebook de entrada no Brasil, o recado é: o preço básico provavelmente só vai subir a partir daqui, não cair.

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