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Mercado28 de ago. de 2026, 23:27Atualizada em 29 de ago. de 2026, 00:41

Apple TV sobe para US$ 14,99/mês no quarto aumento em quatro anos

A Apple elevou a assinatura mensal do Apple TV de US$ 12,99 para US$ 14,99 e o plano anual de US$ 99 para US$ 119, reajuste que também encarece o pacote Apple One.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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US$ 14,99 é o novo preço do Apple TV

A partir de hoje, novos assinantes do Apple TV nos Estados Unidos pagam US$ 14,99 por mês, ante os US$ 12,99 cobrados até então. O plano anual também subiu, de US$ 99 para US$ 119. Assinantes atuais não são pegos de surpresa: a Apple avisa cerca de um mês antes de aplicar a nova cobrança no próximo ciclo de renovação.

Quarto aumento em quatro anos

O reajuste é o quarto em quatro anos de existência do serviço, que estreou em 2019 cobrando US$ 4,99 por mês — hoje o preço é praticamente triplicado. O aumento mais recente havia acontecido em agosto de 2025, quando a mensalidade saltou 30%, de US$ 9,99 para US$ 12,99, enquanto o plano anual permaneceu em US$ 99. Agora, um ano depois, os dois planos sobem juntos.

O efeito colateral atinge também quem assina o Apple One, o pacote que reúne Apple TV, Apple Music, iCloud+, Apple Arcade, Apple News+ e Apple Fitness+: o plano individual passa de US$ 19,95 para US$ 21,95 por mês.

O contexto: componentes caros e concorrência também subindo

A Apple atribuiu parte do reajuste à escassez de RAM e de componentes, pressionada pela demanda de hardware para data centers de inteligência artificial. O movimento não é isolado: a Netflix já havia reajustado preços em março de 2026, e a Peacock, da NBCUniversal, anunciou aumento no início de agosto. No período recente, a Apple também expandiu o catálogo do serviço, incluindo transmissões exclusivas de Fórmula 1 desde outubro de 2025 e conteúdo de futebol a partir de 2026, sem custo adicional para o assinante.

Quem ganha, quem perde

Para a Apple, o cálculo é simples: mais receita recorrente de um serviço que, historicamente, opera com prejuízo bilionário sustentado pelo ecossistema maior da empresa. Para o consumidor, o efeito é o oposto — o Apple TV, que começou como o mais barato entre os grandes serviços de streaming, agora se aproxima do patamar cobrado por rivais como Netflix e Disney+, mas sem o mesmo volume de catálogo. Com reajustes anuais e alta frequência de aumentos, cresce a pressão para que o assinante avalie se o retorno em conteúdo original acompanha o preço — ou se vale mais a pena migrar para concorrentes ou revisar a assinatura combinada via Apple One.


Atualização (28/08, 15:56): Atualização (28/08/2026): O reajuste global do Apple TV+ chegou ao Brasil. A assinatura mensal do serviço subiu de R$ 29,90 para R$ 34,90 — alta de cerca de 17% — enquanto o plano anual passou de R$ 220 para R$ 279, um aumento de aproximadamente 27%, percentual que motivou o alerta de que o serviço pode ficar "até 27% mais caro" no país.

O Apple One também foi afetado: o plano individual, que reúne Apple TV+, Apple Music, Apple Arcade e iCloud, subiu de R$ 42,90 para R$ 47,90 por mês no Brasil. O movimento acompanha o reajuste anunciado nos Estados Unidos, onde a mensalidade do Apple TV+ passou a custar US$ 14,99, consolidando o quarto aumento de preço do serviço em quatro anos.


Atualização (29/08, 00:41): Atualização (29/08/2026): O aumento do Apple TV para US$ 14,99/mês (US$ 119/ano) veio acompanhado de reajuste no Apple One: o plano Individual, que reúne iCloud+, Apple TV, Apple Music e Apple Arcade, sobe de US$ 19,95 para US$ 21,95 por mês nos EUA, alta de cerca de 10%. Assinantes atuais recebem aviso cerca de um mês antes de a cobrança no novo valor entrar em vigor.

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