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Gadgets19 de set. de 2026, 11:01

Apple Watch Series 12: mesma cara, mas o coração da saúde mudou de vez

Por fora, o Series 12 é quase idêntico ao antecessor, mas o novo chip S11 e um sistema de sensores redesenhado prometem monitoramento de saúde muito mais contínuo.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O mesmo relógio por fora, outro animal por dentro

Quem olhar o Apple Watch Series 12 no pulso de alguém dificilmente vai notar diferença para o Series 11: mesmas caixas de 42mm e 46mm, mesmo visual, mesma pegada. A novidade real está escondida sob a tela. O novo chip S11, derivado do A20 Pro que equipa o iPhone 18 Pro (e baseado na arquitetura M6 usada em Macs), acelera desde respostas da Siri até o processamento bruto de dados de saúde — sinal de que a Apple está construindo a base de silício para recursos que ainda vão aparecer nos próximos anos.

Sensores mais densos, dados quase em tempo real

Foto: reprodução/engadget.com

A mudança que mais pesa no uso diário é o sistema de sensores redesenhado: mais diodos, eletrodos e LEDs comprimidos na mesma área de contato com a pele, sem aumentar o tamanho do relógio. Na prática, a frequência cardíaca de fundo passa a ser lida a cada 5 segundos, contra 5 minutos no Series 11 — um salto que torna o monitoramento genuinamente contínuo, não mais uma amostragem esparsa. A variabilidade da frequência cardíaca (HRV) também ganha leituras a cada 5 minutos, ante intervalos de 2 a 4 horas antes. Esses dados alimentam o novo app Readiness, que calcula uma pontuação diária de prontidão física sem cobrar assinatura, e um app Vitals mais robusto. Já os recursos de Audio Intelligence — Live Rewind e Siri Recap, que resumem conversas — foram anunciados mas só chegam mais tarde este ano, o que gerou certa frustração entre quem esperava usá-los já no lançamento.

Bateria estagnada, mas carrega mais rápido

A autonomia continua em 24 horas, sem avanço em relação à geração passada — o ponto fraco mais citado nas primeiras análises. Em compensação, o carregamento ficou sensivelmente mais rápido, com ganhos de até 30 pontos percentuais em 20 minutos na tomada. Por fora, a caixa de cerâmica volta ao catálogo e os modelos de alumínio ganham o Ceramic Shield 2, que a Apple descreve como 60% mais resistente que o vidro da geração anterior.

Vale o preço no Brasil?

Nos EUA, o Series 12 chega às lojas em 18 de setembro por US$ 399 — mesmo preço do Series 11, sem reajuste. No Brasil, a Apple historicamente aplica um markup que soma impostos, logística e margem, empurrando o preço para a casa dos R$ 5 a 6 mil nas versões básicas. Para quem já tem um Series 10 ou 11, o upgrade de design não convence sozinho; o que pesa a favor é a promessa de dados de saúde mais precisos, algo que só se sente no uso prolongado. Vale a pena? Só se a prioridade for monitoramento de saúde de verdade — do contrário, é razoável esperar a geração que finalmente resolva a bateria.

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