
Arturia lança MiniFreak 49, versão mais profissional do sintetizador Freak
A fabricante francesa de sintetizadores Arturia apresentou o MiniFreak 49, versão com teclado de 49 teclas semipesadas, controles de painel aprimorados e nova matriz de toque XYZ. O instrumento chega por US$ 799 e amplia a linha Freak.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Da brincadeira de mesa ao instrumento de palco
A Arturia, fabricante francesa de sintetizadores conhecida por linhas como MicroFreak e MiniBrute, acaba de lançar o MiniFreak 49 — a versão mais robusta e "séria" da família Freak, que começou em 2022 com o MiniFreak original de 37 teclas. Agora, o salto é de tamanho e de ambição: 49 teclas semipesadas de tamanho padrão, com velocidade e aftertouch monofônico, contra as mini-teclas do modelo anterior.
A engenharia sonora continua sendo o carro-chefe da linha: é um sintetizador híbrido de seis vozes (chegando a 12 em modo parafônico), que combina dois motores de som digitais com filtros analógicos — a mesma fórmula que tornou o MiniFreak original um sucesso de crítica. O que muda aqui são os controles: painel ampliado e uma nova matriz de toque XYZ, pensada pra manipular modulação em tempo real sem precisar mergulhar em menus. O pacote vem com 350 presets de fábrica, mais 162 slots livres pra presets próprios, e inclui uma cópia do plugin MiniFreak V para uso no computador.
Foto: reprodução/musictech.com
Vale o preço no Brasil?
O MiniFreak 49 está anunciado por US$ 799 nos Estados Unidos — valor que, convertido direto e sem considerar impostos de importação, já entra na faixa de sintetizadores semiprofissionais mais disputados no Brasil, onde equipamento musical importado carrega imposto pesado.
Comparado à geração anterior — o MiniFreak original, de teclas mini e pegada mais "bricolagem" —, o MiniFreak 49 é claramente um upgrade de propósito: ele mira o músico que vai levar o sintetizador pro palco ou pro estúdio como instrumento principal, não como caixa de experimentação de mesa. É o tipo de salto que mostra bem a evolução de catálogo: mesma arquitetura sonora, mas um instrumento com cara — e preço — de equipamento profissional. Para o teclista brasileiro que já cobiça a sonoridade "grittier" da linha Freak, a dúvida não é se o som entrega, é se o custo de importar mais um instrumento de teclado full-size cabe no orçamento depois do dólar e da nota fiscal.