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Segurança30 de set. de 2026, 20:44

Asus escapa da proibição de roteadores estrangeiros nos EUA — mas não diz como

A FCC baniu roteadores de consumo fabricados fora dos EUA, exigindo planos de manufatura nacional para escapar da regra. A Asus conseguiu isenção total até 2028, mas se recusa a explicar o que prometeu ao governo americano.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

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O que aconteceu

Desde março de 2026, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) incluiu os roteadores de consumo fabricados fora do país em sua "Covered List", a lista de equipamentos considerados risco à segurança nacional. Na prática, a medida barra a autorização de novos modelos de roteadores domésticos não fabricados em solo americano, efetivamente banindo quase todo lançamento futuro de roteadores no mercado dos EUA.

A decisão partiu de uma determinação de segurança nacional assinada em 20 de março de 2026 por um grupo interagências do Executivo americano, que classificou os roteadores estrangeiros como "risco inaceitável", citando campanhas de invasão associadas à China. Para escapar do banimento, um fabricante precisa obter aprovação condicional do Departamento de Guerra ou do Departamento de Segurança Interna dos EUA, o que exige apresentar um plano detalhado e com prazos para estabelecer ou expandir a manufatura de roteadores em território americano.

Quem é afetado

A lista de marcas sob risco inclui nomes conhecidos dos consumidores americanos, como TP-Link, Netgear, Google Nest, Amazon Eero, Linksys, Ubiquiti, Synology e a própria Asus — fabricante taiwanesa de eletrônicos conhecida por notebooks, placas-mãe e também roteadores. Segundo o The Verge, a Asus recebeu, em 9 de setembro de 2026, aprovação condicional para toda a sua linha de rede, válida até 6 de março de 2028. Já a TP-Link, maior fabricante de roteadores em volume nos EUA, segue sem confirmação de isenção equivalente. Quem já possui um roteador estrangeiro em casa pode continuar usando normalmente, e a FCC estendeu até 2029 o prazo para que esses aparelhos recebam atualizações de firmware essenciais.

O que fica em aberto

A regra exige que fabricantes que busquem isenção submetam um plano concreto de manufatura nos EUA. Ainda assim, a Asus não anunciou publicamente nenhum plano desse tipo. Segundo o The Verge, um representante da empresa afirmou apenas que a Asus "submeteu o plano exigido à FCC" e que trabalha com "parceiros de manufatura qualificados" — sem detalhar se isso envolve produção efetiva em solo americano. A empresa não respondeu a perguntas de acompanhamento da publicação por mais de 12 dias. O resultado é uma aprovação de amplo alcance, concedida sem que o público — nem os concorrentes que ainda aguardam decisão — saiba exatamente quais compromissos a Asus assumiu para conquistá-la.

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