tech & talk
Segurança23 de set. de 2026, 20:56

Ataque hacker tira sistemas do TJ de Mato Grosso do ar

Um ataque cibernético derrubou o Processo Judicial Eletrônico e outros sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendendo prazos, audiências e sessões de julgamento.

Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança

Compartilhar

O que aconteceu

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou um ataque hacker que derrubou sistemas essenciais da instituição, incluindo o Processo Judicial Eletrônico (PJe), a principal ferramenta usada para tramitação de processos no estado. Segundo o tribunal, a origem do problema foi a inserção indevida de um modelo de documento no sistema, feita durante a tarde de domingo (20), que abriu uma brecha de segurança posteriormente explorada por invasores.

Como medida preventiva, o TJMT decidiu desativar temporariamente os sistemas institucionais afetados enquanto investiga o incidente com equipes especializadas e parceiros técnicos. Até a última atualização, a instituição afirma que não foram identificados indícios de uso indevido de dados nem comprometimento dos mecanismos de backup.

Foto: reprodução/telesintese.com.br

Quem é afetado

A paralisação atinge diretamente advogados, partes processuais e cidadãos que dependem dos serviços digitais da Justiça mato-grossense. Na segunda-feira (21), o incidente já havia motivado a suspensão do expediente, dos prazos processuais, das audiências e das sessões de julgamento em todo o estado. Sem uma data definida para o retorno, o tribunal informou apenas que a normalização será gradual.

O que fazer agora

Enquanto os sistemas permanecem fora do ar, especialistas em direito digital recomendam atenção a alguns pontos práticos:

  • Acompanhe os canais oficiais do TJMT para confirmar quando o PJe volta a funcionar antes de tentar protocolar qualquer petição;
  • Guarde comprovantes de tentativas de acesso frustradas aos sistemas, já que isso pode justificar pedidos de prorrogação de prazo;
  • Fique atento a prazos processuais suspensos, verificando a portaria oficial do tribunal;
  • Desconfie de comunicações não oficiais pedindo dados pessoais ou credenciais durante o período de instabilidade;
  • Evite reenviar documentos sensíveis por e-mail ou WhatsApp como alternativa improvisada ao PJe.

O caso reforça um problema recorrente na Justiça brasileira: a dependência de sistemas eletrônicos concentrados, que quando saem do ar paralisam praticamente toda a operação de um tribunal estadual.

tjmtataque hackerpjesegurança da informaçãojustiça
Compartilhar