
Ataque hacker tira sistemas do TJ de Mato Grosso do ar
Um ataque cibernético derrubou o Processo Judicial Eletrônico e outros sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, suspendendo prazos, audiências e sessões de julgamento.
Por Denise Sampaio · Repórter de Segurança
O que aconteceu
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou um ataque hacker que derrubou sistemas essenciais da instituição, incluindo o Processo Judicial Eletrônico (PJe), a principal ferramenta usada para tramitação de processos no estado. Segundo o tribunal, a origem do problema foi a inserção indevida de um modelo de documento no sistema, feita durante a tarde de domingo (20), que abriu uma brecha de segurança posteriormente explorada por invasores.
Como medida preventiva, o TJMT decidiu desativar temporariamente os sistemas institucionais afetados enquanto investiga o incidente com equipes especializadas e parceiros técnicos. Até a última atualização, a instituição afirma que não foram identificados indícios de uso indevido de dados nem comprometimento dos mecanismos de backup.
Foto: reprodução/telesintese.com.br
Quem é afetado
A paralisação atinge diretamente advogados, partes processuais e cidadãos que dependem dos serviços digitais da Justiça mato-grossense. Na segunda-feira (21), o incidente já havia motivado a suspensão do expediente, dos prazos processuais, das audiências e das sessões de julgamento em todo o estado. Sem uma data definida para o retorno, o tribunal informou apenas que a normalização será gradual.
O que fazer agora
Enquanto os sistemas permanecem fora do ar, especialistas em direito digital recomendam atenção a alguns pontos práticos:
- Acompanhe os canais oficiais do TJMT para confirmar quando o PJe volta a funcionar antes de tentar protocolar qualquer petição;
- Guarde comprovantes de tentativas de acesso frustradas aos sistemas, já que isso pode justificar pedidos de prorrogação de prazo;
- Fique atento a prazos processuais suspensos, verificando a portaria oficial do tribunal;
- Desconfie de comunicações não oficiais pedindo dados pessoais ou credenciais durante o período de instabilidade;
- Evite reenviar documentos sensíveis por e-mail ou WhatsApp como alternativa improvisada ao PJe.
O caso reforça um problema recorrente na Justiça brasileira: a dependência de sistemas eletrônicos concentrados, que quando saem do ar paralisam praticamente toda a operação de um tribunal estadual.