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Mercado08 de set. de 2026, 10:27

Audi A2 e-tron chega por cerca de € 38 mil e promete até 649 km de autonomia

O novo elétrico de entrada da Audi parte de € 38.200 na Alemanha e chega a 401 milhas WLTP de autonomia, tornando-se o modelo mais eficiente já produzido pela marca.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa: € 38.200

Esse é o preço inicial do novo Audi A2 e-tron na Alemanha, quando as encomendas abrirem em 10 de setembro de 2026 — cerca de US$ 44,4 mil na cotação atual. A versão de topo chega a € 51.200. Do outro lado da régua, o carro entrega até 401 milhas de autonomia no ciclo WLTP (o padrão europeu de medição, considerado mais próximo do uso real que o antigo NEDC), o equivalente a cerca de 649 km — a maior autonomia já oferecida por um Audi elétrico.

Por que a Audi está mirando pra baixo

A Audi (marca alemã do grupo Volkswagen) vinha de uma linha de elétricos concentrada em SUVs e sedãs premium, com preços na casa dos € 50 mil pra cima. O A2 e-tron inverte a lógica: é um hatch compacto, com 4,32 metros de comprimento — no mesmo patamar do Kia EV3 e do Volkswagen ID.3 Neo —, pensado pra brigar no segmento de entrada dos elétricos europeus, hoje dominado por chinesas como a BYD.

A eficiência é o outro destaque: consumo de apenas 12,8 kWh a cada 100 km segundo o WLTP, o que a torna o Audi de série mais eficiente da história da marca. Isso se traduz em economia de energia — e, em mercados com conta de luz cara, menor custo por quilômetro rodado.

As opções de bateria e motor

São três capacidades de bateria disponíveis — 52, 61 e 84 kWh — combinadas com quatro variantes de motor, de 125 kW a 240 kW. Ou seja, dá pra escolher entre uma versão mais barata e de menor alcance ou uma mais cara e com autonomia estendida, dependendo do uso.

O que isso significa pro mercado de elétricos

A chegada de um Audi de entrada mais barato e eficiente aumenta a pressão sobre rivais como Volkswagen, Kia e as montadoras chinesas que têm dominado a faixa de preço mais acessível na Europa. O lançamento é previsto para o fim de 2026, mas apenas no mercado europeu — não há qualquer sinalização de chegada ao Brasil ou aos Estados Unidos, onde a estratégia de elétricos compactos da marca ainda não avançou.

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