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Mercado21 de ago. de 2026, 14:22

Baic chega ao Brasil com 150 lojas na mira e mira BYD nos elétricos

A chinesa Baic estreia no país durante o Festival Interlagos 2026, com os elétricos Arcfox T1 e T5, e promete sair de 30 para 150 concessionárias até dezembro de 2027.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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150 concessionárias é a meta que a Baic coloca na mesa

A chinesa Baic vai estrear operações no Brasil com 30 concessionárias já instaladas em 2026, número que a montadora promete elevar para 75 até meados de 2027 e para 150 até dezembro do mesmo ano. É esse ritmo de expansão — mais do que qualquer discurso sobre tecnologia — que sinaliza como a marca pretende brigar por espaço num mercado que já não tem mais vagas sobrando para estreantes tímidas.

A apresentação oficial acontece no Festival Interlagos 2026, entre 27 e 30 de agosto, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Ali, a Baic exibe ao público os elétricos Arcfox T1, hatch de 4,34 m com motor de 95 cv e bateria de 42,4 kWh, e o Arcfox T5, SUV médio de 252 cv com bateria de 65 kWh fornecida pela CATL. O plano de médio prazo inclui ainda SUVs a combustão e versões híbridas, mas a entrada é toda pautada pelo elétrico.

Foto: reprodução/autoindustria.com.br

Quem a Baic mira — e quem sente o golpe

O recorte de produto não deixa dúvida sobre o alvo: o Arcfox T1 concorre direto com o BYD Dolphin, hoje um dos elétricos mais vendidos do país, além de disputar espaço com o GWM Ora 03 e o Geely EX2. Já o Arcfox T5 mira o BYD Yuan Plus. Ou seja, a Baic não chega para abrir um nicho novo — chega para tirar fatia de quem já está estabelecido.

E a lista de quem já está estabelecido é longa. Além da própria BYD, disputam o consumidor brasileiro de elétricos e híbridos marcas como GWM, Geely, MG, Leapmotor e GAC. Cada estreia recente aperta ainda mais uma prateleira que crescia rápido, mas que começa a mostrar sinais de saturação.

A aposta da Baic é rede, não só carro

A frente comercial da marca no Brasil terá à frente Oswaldo Jardim, executivo com passagem por Ford e pela também chinesa GWM — outro sinal de que a Baic está recrutando quem já testou o terreno da concorrência. A largada da rede acontece pelo Nordeste, com as primeiras lojas em João Pessoa, Recife e Natal, antes de expandir para o restante do país.

Com tantas marcas chinesas disputando o mesmo bolso do consumidor, o diferencial não estará apenas na ficha técnica dos elétricos, mas em quem consegue montar rede de venda e pós-venda mais rápido. É nesse jogo que a Baic diz que vai apostar suas fichas.

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