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Mercado14 de set. de 2026, 21:42

BAIC mira 2028 para lançar híbridos flex feitos com a Bosch no Brasil

A montadora chinesa BAIC confirmou que vai desenvolver motores híbridos flex a etanol em parceria com a Bosch, com chegada aos carros prevista para 2028, segundo o chefe de operações da marca no país.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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2028 é a data que a BAIC risca no calendário

  1. É o ano em que a BAIC, montadora chinesa que ainda nem estreou oficialmente no Brasil e mira ser concorrente direta da BYD, promete colocar nas ruas seus primeiros híbridos flex movidos a etanol — tecnologia que a marca desenvolve em parceria com a Bosch, gigante alemã de autopeças. A tecnologia em si deve ficar pronta já em 2027, mas só chega aos carros no ano seguinte por causa das etapas de homologação no Brasil, segundo Oswaldo Ramos, chefe de operações da BAIC no país.

Currículo do mensageiro

Foto: reprodução/autoindustria.com.br

Ramos não é estreante em montadora chinesa recém-chegada: ele vem da Ford Brasil e ajudou a estruturar a operação da GWM, outra fabricante chinesa que já tem produção local no país. É essa experiência que ele usa para justificar a aposta da BAIC no motor flex — tecnologia que só faz sentido comercial no Brasil, dado o parque de etanol do país, e que BYD e GWM já adotaram como porta de entrada regulatória e de marketing.

O antes: elétricos primeiro, híbrido depois

Antes do motor híbrido flex, a BAIC pretende estrear no mercado brasileiro já no último trimestre de 2026 com elétricos: o Arcfox T1, hatch urbano de 127 cv com bateria de 42 kWh e autonomia de 425 km, e o Arcfox T5, SUV com arquitetura de 800V, recarga rápida em 17 minutos e autonomia de 660 km. O portfólio completo projetado para 2028 soma dez modelos — cinco SUVs, quatro crossovers e uma picape —, com seis deles mirando a faixa de R$ 100 mil a R$ 200 mil. O híbrido flex X55, um dos carros-chefe dessa fase, deve chegar com até 177 cv.

Metas agressivas, produção ainda incerta

A marca fala em ficar entre as dez mais vendidas do Brasil até 2028 e entre as cinco líderes em 2030 — meta ambiciosa para quem ainda está abrindo as primeiras concessionárias. São 50 lojas previstas até o fim de 2026 e mais 50 no primeiro semestre de 2027, rumo a 150 pontos de venda até o fim daquele ano. A fábrica local já tem decisão fechada, mas sem local, capacidade ou cronograma anunciados. Quem ganha com o anúncio é a Bosch, que amplia sua presença em powertrain no mercado brasileiro flex; quem sente a pressão são BYD e GWM, que corriam sozinhas na dianteira das chinesas no país e agora veem mais um concorrente mirando o mesmo território de preço e tecnologia de etanol.

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