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Mercado04 de set. de 2026, 08:53

BASF processa Apple por suposta violação de patentes do Face ID

A multinacional química alemã BASF acusa a Apple de infringir sete patentes de sua unidade trinamiX ligadas à autenticação facial usada em iPhones e iPads. O processo corre em tribunal do Texas conhecido por julgar rápido disputas de propriedade intelectual.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Sete patentes, um alvo bilionário

São sete patentes que a BASF, multinacional química alemã, diz que a Apple violou ao usar o Face ID em iPhones e iPads. A ação foi movida no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Midland, Texas — foro conhecido por julgar com rapidez disputas de propriedade intelectual — e mira diretamente a tecnologia de reconhecimento facial que a Apple embarca nos aparelhos desde o iPhone X.

No centro da disputa está a trinamiX, unidade da BASF dedicada a sensores e tecnologia de detecção de materiais, responsável por desenvolver métodos de identificação de características da pele durante o processo de autenticação facial, usados para evitar fraudes com fotos, máscaras ou réplicas. Segundo a BASF, esse é exatamente o tipo de verificação que sustenta o Face ID.

Foto: reprodução/olhardigital.com.br

O que está em jogo

A lista de dispositivos citados no processo inclui iPhone 15, iPhone 16, iPhone 17 e iPad Pro. Não há, até o momento, valor de indenização especificado no pedido — a BASF busca tanto uma compensação financeira quanto uma ordem judicial para que a Apple cesse o uso da tecnologia contestada.

O tamanho do que está em disputa fica claro quando se olha o caixa da Apple: nos nove meses encerrados em 27 de junho, a empresa faturou US$ 196,5 bilhões (cerca de R$ 1,02 trilhão) só com vendas de iPhone, e mais US$ 21,7 bilhões (cerca de R$ 113 bilhões) com iPad. Mesmo uma indenização proporcionalmente modesta perto desses números pode representar um cheque robusto.

Foto: reprodução/appleinsider.com

A tese da BASF

Na petição, a BASF afirma que a Apple "sabia ou deveria saber da alta probabilidade" de que a tecnologia embarcada nos iPhones e iPads infringia as patentes da trinamiX — uma linguagem que, em processos desse tipo, costuma mirar não só a indenização por danos, mas também o agravamento por violação supostamente deliberada.

A trinamiX nasceu de pesquisas sobre aplicações em células solares orgânicas ainda no início dos anos 2010 e se consolidou depois como empresa independente dentro do grupo BASF, hoje com uma carteira robusta de patentes concedidas ou em análise voltadas a sensores óticos e biometria.

O que vem a seguir

A Apple ainda não se manifestou publicamente sobre o processo. Casos desse tipo tendem a se arrastar por anos entre disputas sobre validade das patentes, perícias técnicas e, eventualmente, acordos fora dos tribunais — caminho comum quando gigantes de tecnologia enfrentam litígios de propriedade intelectual movidos por fornecedores de componentes ou tecnologia de base.

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