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Gadgets13 de set. de 2026, 11:48

Bateria do Galaxy Z Fold 8: teste mostra até 34 horas de uso leve

Levantamento do Canaltech aponta 6h50 de tela ligada em dia pesado e 34h18 de autonomia total em uso leve, resultado puxado pela estreia da bateria de silício-carbono na linha.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O teste

Um dia de tela ligada por quase sete horas. Foi o que o Galaxy Z Fold 8, dobrável de topo de linha da Samsung, entregou no melhor cenário registrado por um teste de bateria do Canaltech: 6h50 de tela ligada em uso intenso, antes de o aparelho chegar a 13% de carga. Em dias assim, a autonomia de tela ficou entre 5h30 e 7 horas, com o celular geralmente terminando o dia entre 10% e 20% de bateria.

Uso pesado x uso leve

Foto: reprodução/canaltech.com.br

A diferença aparece forte quando o ritmo de uso cai. Em rotina mais moderada, o Fold 8 passou de 24 horas de autonomia sem susto. Num fim de semana de uso leve, o aparelho ficou ligado por 34h18, com apenas 6h22 de tela acesa no período — prova de que o consumo em segundo plano é o que mais pesa no dia a dia, não necessariamente o tempo de tela. Já num teste isolado de vídeo contínuo, a bateria caiu 20% em 4 horas.

A química nova por trás do resultado

Parte do ganho vem de uma mudança de material: o Fold 8 estreia bateria de silício-carbono na linha de dobráveis da Samsung, com célula de 4.800 mAh — a fabricante promete até 26 horas de reprodução contínua de vídeo em laboratório. A tecnologia permite guardar mais energia no mesmo espaço físico, o que ajuda a explicar por que um aparelho fino como um dobrável consegue rodar um dia inteiro sem terminar no vermelho. O carregamento também subiu de patamar: 45 W com fio, suficiente para 63% de carga em cerca de 30 minutos, além de carregamento sem fio de 20 W.

Vale o preço no Brasil?

O Galaxy Z Fold 8 chega ao mercado brasileiro a partir de R$ 12.599. É bastante dinheiro para qualquer celular, dobrável ou não, mas a autonomia medida pelo Canaltech ajuda a justificar parte do preço: um dobrável que não obriga o usuário a andar com carregador debaixo do braço é um problema resolvido a menos. Ainda assim, vale lembrar que o resultado depende do padrão de uso — quem abusa de jogos e vídeo em tela cheia vai sentir a bateria encolher bem mais rápido do que o marketing sugere.

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