
Belkin entra na disputa dos rastreadores com a linha SureFind
Depois de anos vendendo suportes para AirTags, a Belkin lança seus próprios rastreadores compatíveis com Find My e Find Hub, cobrindo iOS e Android em quatro formatos diferentes.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
A Belkin virou fabricante, não só acessório
Durante anos, a Belkin viveu na sombra do AirTag: fez capinhas, correntes, suportes para bicicleta, tudo para prender o rastreador da Apple em algum lugar do seu dia a dia. Agora ela resolveu criar o próprio rastreador — e a virada de chave é maior do que parece. A linha SureFind, anunciada na IFA 2026, chega em quatro formatos e com uma promessa que nenhum concorrente grande cumpre hoje: funcionar tanto na rede Find My da Apple quanto no Find Hub do Google (o app que substituiu o antigo Find My Device dos Android e passou a rodar em uma rede compartilhada de bilhões de aparelhos).
Na prática, isso significa comprar o rastreador uma vez e usá-lo em qualquer telefone da casa, sem se preocupar se é iPhone ou Android — algo que o próprio AirTag não faz, já que ele só conversa com a rede da Apple.
Quatro formatos para quatro rotinas
O SureFind Spot é o mais parecido com o AirTag: pequeno, redondo, já vem com chaveiro e custa US$ 14,99 — mais barato que o rastreador da Apple. O SureFind Loop Cable Tag, a US$ 24,99, é mais criativo: a alça de tecido dobra como cabo USB-C sobressalente de 70 cm, então o rastreador vira também aquele cabo extra que sempre falta na mochila. Já o SureFind Card, por US$ 26,99, é fino o bastante para caber na carteira ao lado dos cartões, com certificação IP68 contra água e poeira. No topo da linha está o SureFind Wallet Stand, a US$ 39,99, que junta rastreamento, proteção RFID, espaço para guardar cartões e ainda funciona como suporte magnético para o celular — um acessório de mesa disfarçado de item de segurança.
Como isso se compara ao resto do mercado
O AirTag continua em US$ 29 e só serve no universo Apple. Rastreadores para Android sempre foram escassos e menos maduros — a própria rede Find Hub do Google é recente. A Belkin aposta justamente nessa lacuna: ao ser compatível com as duas redes, ela compete com o AirTag no público iPhone e, ao mesmo tempo, ataca um mercado quase vazio de acessórios premium para Android. É uma jogada parecida com a que fabricantes como Chipolo já tentaram, mas com a vantagem de a Belkin já ter uma base de clientes fiel desde os tempos dos suportes para AirTag.
Vale o preço no Brasil?
Os preços em dólar já colocam o SureFind Card e o Wallet Stand na faixa do AirTag nacional, e a experiência de funcionar nos dois ecossistemas é um baita diferencial para famílias com iPhone e Android misturados em casa. A Belkin ainda não confirmou chegada ao Brasil nem conversão de preço — e é aí que mora a dúvida real: será que o produto chega por aqui com o mesmo apelo, ou vira mais um gadget de importação caro? Fica a pergunta.