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Gadgets03 de set. de 2026, 10:42

Belkin entra na era das baterias semi-sólidas com os UltraCharge Pro

A fabricante lança seus primeiros power banks com célula de gel BoostSolid, prometendo até 3x mais durabilidade que os modelos de íon-lítio tradicionais — e mira concorrentes como BMX, Kuxiu e Zens.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Belkin aposta em célula de gel para durar mais

A Belkin, marca americana conhecida por carregadores, cabos e acessórios para Apple e Android, anunciou na IFA 2026 sua primeira linha de power banks com bateria semi-sólida. São dois modelos batizados de UltraCharge Pro, equipados com a tecnologia BoostSolid Cell, que combina uma camada em gel ao eletrólito líquido tradicional. Na prática, isso permite células mais compactas e reduz um problema clássico de quem usa power bank todo dia: o inchaço da bateria depois de meses de uso.

A promessa da empresa é ousada — os novos acessórios foram "projetados para durar até 3 vezes mais" que power banks convencionais de íon-lítio, com vida útil estimada em cinco anos mesmo descarregando a bateria por completo a cada dois dias. Para efeito de comparação, a maioria dos power banks vendidos no Brasil hoje começa a perder capacidade sensivelmente após um ano de uso intenso, algo que qualquer um que já viu o carregador "inchar" no fundo da mochila conhece bem.

Foto: reprodução/heybmx.com

Dois tamanhos, focos diferentes

O UltraCharge Pro Slim Magnetic tem 5.000 mAh, carregamento sem fio Qi2 de até 15W e apenas 8,8 mm de espessura — 40% mais fino que rivais, segundo a Belkin. Já o UltraCharge Pro com Display traz 10.000 mAh, até 60W via USB-C (27W ao usar as duas portas simultaneamente), uma saída USB-A de 22,5W e é 27% mais slim que a concorrência. Os preços nos Estados Unidos são de US$ 70 e US$ 90, respectivamente, com o modelo menor já disponível em setembro.

Belkin não é pioneira, mas chega com força

A Belkin entra em um mercado onde marcas menos conhecidas do público brasileiro já pavimentaram o caminho. A Kuxiu, fabricante chinesa de acessórios de carregamento, já vende o modelo S3 com bateria semi-sólida de 10.000 mAh. A BMX, também asiática, tem toda uma linha SolidSafe com a mesma tecnologia e domina rankings do segmento. A Zens, holandesa especializada em carregadores sem fio, também tem presença nesse nicho. O diferencial da Belkin é o histórico de marca mais consolidado — e dois sensores de temperatura monitorando a bateria a cada 250 milissegundos, prometendo cortar a energia antes de qualquer risco de superaquecimento.

Fica a dúvida de sempre: vale o preço no Brasil? Sem data de chegada ou conversão oficial por aqui, o consumidor brasileiro ainda precisa esperar — e, historicamente, produtos Belkin chegam ao país com um acréscimo considerável sobre o preço americano.

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