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Gadgets21 de ago. de 2026, 14:22

Bigme F7 e F7 Pro: porta-retratos com tela igual à do Kindle colorido custam R$ 540

A Bigme lançou na China os porta-retratos F7 e F7 Pro, com tela de tinta eletrônica colorida parecida com a do Kindle colorido, por cerca de R$ 540. Ainda não há data de chegada ao Brasil.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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Quem gosta da estética de e-reader mas queria isso em formato de quadro para a parede ganhou uma opção nova. A Bigme, fabricante conhecida por tablets e leitores de tinta eletrônica, lançou na China os porta-retratos digitais F7 e F7 Pro, que usam a mesma tecnologia de tela colorida encontrada em e-readers como o Kindle colorido.

O que diferencia F7 e F7 Pro

O F7 vem com tela de 7,3 polegadas e resolução de 800 x 480 pixels, moldura em tons de faia e cerca de 403 gramas. Já o F7 Pro sobe para 7,5 polegadas, resolução de 1.024 x 600 pixels — densidade de 158 ppi contra 127 ppi do modelo simples — e oferece opções de moldura em faia ou nogueira, com peso próximo de 410 gramas.

Os dois modelos compartilham a base técnica: bateria de 1.300mAh, conectividade Wi-Fi de 2,4GHz e USB-C para carregamento, e a promessa de autonomia de até um ano com uma atualização de imagem por dia. Não há iluminação frontal — como em qualquer e-reader de tinta eletrônica, a leitura depende de luz ambiente, o que preserva bateria mas limita o uso em ambientes escuros. As funções incluem exibição de fotos e sincronização de mensagens via aplicativo.

A grande sacada da tinta eletrônica colorida aqui é a mesma que atrai gente para Kindles coloridos: menos brilho de tela retroiluminada, aspecto mais parecido com papel impresso, e consumo de energia muito menor que o de um porta-retrato digital LCD convencional, que normalmente precisa ser recarregado a cada poucos dias.

Vale o preço no Brasil?

O preço de lançamento na China gira em torno do equivalente a R$ 540 em conversão direta — sem impostos de importação nem frete. Como ainda não há informação sobre um lançamento oficial no Brasil, quem quiser um F7 ou F7 Pro hoje depende de importação, o que facilmente empurra o custo final para perto do dobro do valor chinês. É um nicho ainda mais restrito que o de porta-retratos digitais comuns, que já são um produto de pouco apelo em massa por aqui. Bonito conceito, tela elegante, mas a conta de importar um porta-retrato — por mais elegante que seja — raramente fecha para o consumidor brasileiro médio.

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