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Ciência18 de ago. de 2026, 01:11Atualizada em 18 de ago. de 2026, 16:53

Blue Origin expande operações e reconstrói plataforma no Cabo Canaveral

Após a explosão de um New Glenn em teste de motor em maio, a Blue Origin reconstrói a LC-36A e já anuncia uma segunda plataforma, a LC-36B, dedicada à versão maior do foguete.

Por Letícia Prado · Repórter de Ciência

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Pra escala humana: a torre de lançamento que a Blue Origin planeja erguer no Cabo Canaveral vai ter cerca de 213 metros de altura — mais alta que a maioria dos arranha-céus do Brasil — e vai exigir até 2.500 toneladas de aço só na estrutura. É esse o tamanho da aposta da empresa de Jeff Bezos para dar conta da próxima geração do foguete New Glenn.

O que é confirmado

A Blue Origin confirmou que está reconstruindo a plataforma LC-36A, na Estação da Força Espacial de Cabo Canaveral, na Flórida, danificada por uma explosão durante um teste de motor do New Glenn em 28 de maio de 2026. A empresa também anunciou a construção de uma segunda plataforma, a LC-36B, ampliando o Complexo de Lançamento 36 para duas estruturas operando lado a lado.

Foto: reprodução/space.com

A LC-36A, uma vez reconstruída, seguirá dedicada à versão atual do foguete, o New Glenn 7×2 — com sete motores BE-4 no primeiro estágio e dois BE-3U no estágio superior, capaz de levar 50 toneladas à órbita baixa. Já a nova LC-36B foi projetada especificamente para o New Glenn 9×4, versão maior, com nove motores BE-4 e quatro BE-3U, capacidade de 77 toneladas e uma coifa de 8,7 metros de largura.

Segundo a Space News, a operação da plataforma reconstruída vai mudar: o foguete será integrado na horizontal e só erguido à posição vertical já na própria plataforma, um modelo híbrido que a empresa pretende testar antes em outra instalação, a LC-11, com simuladores. O projeto de infraestrutura inclui ainda uma instalação de integração vertical e uma unidade de processamento de cargas úteis — esta última contratada pela Força Espacial dos EUA por US$ 78,2 milhões em outubro de 2025.

O CEO da Blue Origin, Dave Limp, resumiu a prioridade da empresa: "reconstruir a LC-36A e voltar a voar neste ano continua sendo nossa prioridade".

O que ainda é incerto

A empresa não divulgou um cronograma específico para a construção da LC-36B. E embora a meta declarada seja retomar voos do New Glenn 7×2 ainda em 2026, esse prazo depende da conclusão da reconstrução e de novos testes — algo que a própria explosão de maio mostrou não ser trivial.

Um pouco de história

O Complexo de Lançamento 36 tem décadas de uso: abrigou foguetes Atlas-Centaur e Atlas entre os anos 1960 e os anos 2000. A Blue Origin assumiu o arrendamento da área em 2015 e começou a construir sua própria infraestrutura ali a partir de 2016 — o que faz da atual expansão mais um capítulo de uma ocupação já longa do sítio histórico.

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