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Mercado06 de nov. de 2026, 07:45

Bluesky bate pico de uso no ano durante eleições de meio de mandato

CEO Toni Schneider diz que posts e curtidas dobraram na terça-feira de eleição, com a rede chegando a 44 milhões de curtidas e 4,8 milhões de posts em um único dia.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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O número que importa

Posts e curtidas dobraram no Bluesky — rede social descentralizada que se posiciona como concorrente do X/Twitter — durante a noite das eleições de meio de mandato (midterms) nos Estados Unidos, na terça-feira. A afirmação é do CEO Toni Schneider, que disse estar vendo "uma onda de pessoas novas entrando e amigos antigos voltando" à plataforma.

Em números absolutos, o Bluesky registrou 44 milhões de curtidas, 4,8 milhões de posts e 2 milhões de novos seguidores em 4 de novembro, segundo reportagem da TechCrunch. O tráfego de dados chegou a 35,8 GB/s, 200% acima do normal. Na comparação com a média dos 30 dias anteriores, os posts diários cresceram 30%, as curtidas subiram 70% e os cliques em links aumentaram 20%. O pico de atividade ficou concentrado entre 20h e 22h no horário da Costa Oeste dos EUA, justamente quando os resultados eleitorais começaram a sair.

Por que isso importa para o mercado

O resultado quase empata com o recorde histórico da plataforma — 45 milhões de curtidas em um único dia, registrado em novembro de 2024, mês em que o Bluesky viveu sua maior onda de adesão após a eleição presidencial americana. O detalhe que chama atenção dos analistas do setor é que eleições de meio de mandato costumam atrair bem menos engajamento online do que disputas presidenciais — o que torna o desempenho desta terça-feira ainda mais relevante como termômetro de saúde da base de usuários.

Para o Bluesky, o pico funciona como prova de conceito em um momento no qual a rede tenta se consolidar como alternativa de peso ao X, de Elon Musk, e ao Threads, da Meta. Picos de engajamento ligados a eventos noticiosos tendem a reforçar hábito de uso e podem se traduzir em retenção de novos usuários a médio prazo — ponto sensível para qualquer rede que dependa de ciclos de notícias para crescer.

Quem sai ganhando

O primeiro beneficiado é o próprio Bluesky, que ganha munição para negociar com anunciantes e investidores ao mostrar capacidade de atrair atenção em momentos de alta demanda informacional. Em segundo lugar, usuários que migraram de outras redes em busca de um ambiente de discussão política têm, agora, mais evidência de que a plataforma comporta picos de tráfego sem perder a conversa. Resta saber se o movimento se sustenta fora do calendário eleitoral — teste que vale para qualquer rede social que aposta em notícias como motor de crescimento.

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