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Gadgets06 de nov. de 2026, 07:45

BMW i7 60 xDrive 2027: bateria maior e tela dupla no sedã elétrico

A BMW atualizou o sedã elétrico de luxo i7 com bateria de maior capacidade, carregamento mais rápido e o novo sistema iDrive X. Rodamos a versão 60 xDrive para saber se a mudança valeu a pena.

Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets

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O que mudou na bateria

A BMW, fabricante alemã de automóveis premium, trouxe para o i7 60 xDrive 2027 uma bateria maior e mais densa. A capacidade utilizável subiu de 101,7 kWh para 112,5 kWh, um salto que não tomou espaço extra do porta-malas, já que as novas células de sexta geração são 20% mais densas energeticamente que as anteriores. O resultado prático, segundo o motorista que avaliou o carro, é uma autonomia estimada em mais de 350 milhas (cerca de 560 km).

O carregamento rápido em corrente contínua também evoluiu: de 195 kW para até 250 kW, o que permite completar de 10% a 80% da carga em 28 minutos. Para quem depende de eletropostos no dia a dia, essa diferença de ritmo é sentida — é menos tempo parado numa viagem longa.

iDrive X e a tela para o passageiro

A outra grande mudança é o infotainment. O i7 60 xDrive estreia o sistema iDrive X, com uma tela central touchscreen grande e, de forma inédita na linha, uma tela dedicada ao passageiro de série. O conjunto aceita Apple CarPlay e Android Auto sem fio, recebe atualizações over-the-air e pode ser combinado com uma tela de teatro traseira opcional com som Dolby Atmos — um recurso mais associado a limusines do que a sedãs executivos tradicionais.

Desempenho ao volante

Na versão 60 xDrive, o conjunto de dois motores elétricos entrega 536 cavalos e torque na faixa de 745 Nm, suficiente para 0 a 100 km/h em cerca de 4,5 segundos — números de esportivo num carro de quase cinco metros.

Vale o preço?

Nos Estados Unidos, o i7 60 xDrive parte de algo em torno de US$ 126 mil, podendo passar de US$ 140 mil em versões mais equipadas. É um carro de nicho, destinado a quem já estava disposto a pagar pelo topo de linha elétrico da BMW. A pergunta não é se o carro ficou melhor — ficou, e de forma consistente, com mais autonomia e carregamento mais rápido sem perder espaço interno. A questão é se a geração anterior do i7 já não dava conta do recado para a maioria dos motoristas. Para quem já cogitava a troca, a atualização de bateria é o tipo de argumento que pesa a favor de esperar pela versão 2027 em vez de comprar um modelo de estoque. O carro não é vendido oficialmente no Brasil.

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