
BMW iX4: SUV cupê elétrico promete 689 km de autonomia contra chineses e Tesla
A BMW revelou o iX4, versão 100% elétrica do seu SUV cupê, com até 689 km de autonomia EPA e carregamento ultrarrápido. O modelo substitui o X4 a combustão e reforça a resposta da marca alemã ao avanço de Tesla e fabricantes chinesas.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O X4 virou elétrico — e ficou mais forte
A BMW oficializou o iX4, versão totalmente elétrica do seu SUV cupê, encerrando a era do X4 a combustão (cuja produção parou em novembro de 2025). Na prática, é a resposta mais recente da marca alemã à pressão que Tesla e montadoras chinesas vêm fazendo no segmento de elétricos premium.
Autonomia que impressiona no papel
Foto: reprodução/carscoops.com
Nos EUA, a BMW promete até 428 milhas de autonomia no ciclo EPA para o iX4 50 xDrive — o equivalente a 689 km. Na Europa, onde o ciclo de testes é o WLTP (geralmente mais generoso), a cifra sobe para até 828 km. É puxada por uma bateria de 112,2 kWh líquidos no mercado americano, construída sobre a plataforma Neue Klasse — a mesma usada no iX3 — e fabricada na nova unidade da BMW na Hungria.
O carregamento também evoluiu: arquitetura de 800 volts permite até 400 kW em corrente contínua, suficiente para ir de 10% a 80% de bateria em 21 minutos, ou recuperar até 296 km de autonomia em 10 minutos de tomada.
Potência de hot hatch, carroceria de SUV
O iX4 50 xDrive entrega 463 cv e 475 lb-ft de torque, com 0 a 100 km/h em cerca de 4,7 segundos. Para quem quer mais, o iX4 M60 xDrive chega com 603 cv, zerando em 3,7 segundos — números de esportivo compacto numa carroceria de SUV cupê.
Preço e chegada ao mercado
Nos Estados Unidos, o iX4 50 xDrive parte de US$ 66.200 antes de frete e taxas, com vendas previstas para março de 2027. Na Europa, o preço inicial anunciado foi de €70.900.
Vale o preço no Brasil?
A BMW ainda não confirmou data nem preço do iX4 por aqui. Histórico da marca sugere que, quando chegar, o valor em reais deve superar e muito a etiqueta americana ou europeia, puxado por impostos de importação. Para quem já paga pedágio alto em elétricos premium no Brasil, a pergunta que fica é: compensa mais autonomia e carregamento mais rápido do que opções já disponíveis no mercado nacional? É esperar a BMW do Brasil confirmar a vinda — e o preço — para responder com números reais.