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Smart Cities06 de out. de 2026, 21:29Atualizada em 07 de out. de 2026, 07:06

BNDES libera R$ 72,9 milhões para levar 4G e 5G a 13 favelas de 8 estados

Financiamento do FUST, fundo federal que leva telecomunicações a áreas isoladas e de baixa renda, vai pagar 120 novas torres de celular para melhorar o sinal em comunidades do Rio, SP, Bahia e outros cinco estados.

Por Camila Furtado · Repórter de Smart Cities

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Sinal de celular melhor vai chegar a 13 favelas de 8 estados

Moradores de 13 favelas espalhadas por oito estados brasileiros devem ganhar reforço de cobertura 4G e 5G depois que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou R$ 72,9 milhões em financiamento para a empresa de infraestrutura de telecomunicações Highline. O dinheiro vem do FUST, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, criado em 2000 e atualizado em 2020 para levar e melhorar redes em áreas isoladas, periféricas, rurais e de população de baixa renda.

No total, o projeto cobre 131 localidades nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia — incluindo as 13 favelas citadas. Na prática, isso significa a construção de 120 novas torres de celular e a instalação de 94 Estações Rádio Base (ERBs), os equipamentos que efetivamente transmitem voz e dados entre o celular do usuário e a rede.

Segunda rodada de crédito da mesma empresa

Esta não é a primeira vez que a Highline recebe recursos do FUST via BNDES: em dezembro de 2024, a empresa já havia sido aprovada para outro crédito, de R$ 65 milhões, também destinado a ampliar cobertura móvel. Somadas as duas operações, passam de R$ 137 milhões em financiamento público para a mesma companhia expandir sinal em regiões historicamente mal atendidas por operadoras tradicionais.

Em nota, José Luis Gordon, diretor do BNDES, defendeu o investimento dizendo que a conectividade garante "acesso a conhecimento, serviços digitais e comércio eletrônico, criando oportunidades de estudo, trabalho e renda". A frase é bonita — mas moradores de favela que hoje enfrentam sinal intermitente ou internet móvel lenta vão querer saber, na prática, quando a antena fica pronta no bairro deles e se o acordo prevê prazo de entrega e fiscalização.

O que falta saber

Nem a Canaltech nem o material oficial do BNDES detalham cronograma de obras, prazo de entrega das 120 torres ou mecanismo de acompanhamento público do contrato. Para um fundo que existe desde 2000 justamente para equilibrar o acesso à telecomunicação no país, esse tipo de transparência sobre prazos e fiscalização de obra seria o próximo passo natural — e é isso que motoristas de aplicativo, estudantes e comerciantes dessas comunidades vão cobrar enquanto as torres não saem do papel.


Atualização (07/10, 07:06): Edital do Fust vai conectar cerca de 2.029 unidades de assistência social com Wi-Fi via fibra óptica de 300 Mb/s; propostas das operadoras devem ser enviadas até 13 de outubro.

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