
Boox Picco: mini e-reader chinês deve chegar em novembro por até US$ 130
A Boox apresentou na IFA 2026 o Picco, um e-reader com tela de 3,97 polegadas que cabe no bolso e mira concorrência direta com o Xteink X4 Pro. Lançamento e preço final ainda não são oficiais, mas a expectativa é de estreia em novembro.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
Um e-reader do tamanho de um baralho de cartas
A Boox — fabricante chinesa conhecida por e-readers e tablets com tela E Ink, ainda pouco popular no Brasil — mostrou na feira alemã IFA 2026 uma unidade de pré-lançamento do Picco, seu leitor digital mais compacto até hoje. A tela é de apenas 3,97 polegadas, bem menor que a do Palma, o "pequeno" da própria linha Boox, que tem 6,13 polegadas. Na prática, o aparelho é descrito como do tamanho de um maço de cartas, com espessura estimada abaixo de 5 mm.
A especificação que mais chama atenção, pelo menos pra quem já usou um e-reader minúsculo, é a tela sensível ao toque. Segundo o The Verge, que teve acesso a uma unidade de teste no evento, o touchscreen é um "upgrade bem-vindo" na comparação direta com o Xteink X4 Pro, hoje a referência em e-readers de bolso e vendido por cerca de US$ 99. É esse aparelho, aliás, que a Boox parece mirar de frente — e não a linha Kindle da Amazon, focada em telas maiores e ecossistema fechado de livraria própria.
Foto: reprodução/techradar.com
Sem Android, sem armazenamento interno
Ao contrário do restante do catálogo Boox, que roda Android, o Picco usa um sistema baseado em Linux, enxuto o suficiente para caber num hardware tão pequeno. O aparelho não tem armazenamento interno: os livros ficam num cartão microSD, com transferência também via USB-C, Wi-Fi ou app do celular. Há botões físicos de navegação para passar página — inclusive com toques curtos e longos configuráveis — e luz frontal embutida, item quase obrigatório nessa categoria.
Vale o preço no Brasil?
Aqui está o ponto: nenhuma fonte confirma data exata, preço final ou disponibilidade oficial no Brasil — só a expectativa de lançamento em novembro e um preço estimado próximo ao do Xteink X4 Pro, entre US$ 99 e US$ 129. Convertendo por cima e somando os impostos de importação que qualquer gadget chinês enfrenta por aqui, um e-reader desse porte facilmente passaria dos R$ 700 a R$ 900 se vendido via importadora, sem loja oficial ou garantia local. Para quem já testou o mini formato e gostou, pode compensar como segundo leitor de bolso. Mas, sem distribuição oficial da Boox no país, o Picco tende a continuar como capricho de importação — não substituto do Kindle básico, que ainda ganha em preço, ecossistema e suporte no Brasil.