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IA22 de ago. de 2026, 07:12Atualizada em 22 de ago. de 2026, 13:03

Botão anti-slop do LinkedIn já foi clicado mais de 1 milhão de vezes

Desde 30 de julho, usuários do LinkedIn acionaram mais de 1 milhão de vezes o botão "Seems like AI slop". A empresa diz que posts marcados já perderam 40% do alcance.

Por Marina Sato · Repórter de IA

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Um milhão de cliques em três semanas

Mais de 1 milhão de pessoas já clicaram no botão "Seems like AI slop" do LinkedIn. O número foi confirmado por Hari Srinivasan, diretor de produtos da rede social, à imprensa americana. O botão foi lançado em 30 de julho e ficou disponível no menu de opções de qualquer post.

O que o clique faz

Ao marcar um post como "parece lixo de IA", o usuário envia um sinal que alimenta os classificadores de detecção de conteúdo de baixa qualidade do LinkedIn. Segundo Srinivasan, nenhum clique isolado derruba o alcance de um post sozinho — a plataforma cruza "muitos sinais" antes de agir. A empresa também criou salvaguardas para evitar que o recurso seja usado para perseguir membros específicos.

Queda de 40% nas visualizações

O impacto, segundo a empresa, já aparece nos números: posts classificados internamente como AI slop têm hoje 40% menos visualizações do que há poucas semanas. O LinkedIn define AI slop como conteúdo "potencialmente sofisticado ou bem produzido na aparência, mas sem substância" — texto vazio publicado para ocupar espaço e chamar atenção sem esforço real.

O que mudou no produto

Junto com o botão, o LinkedIn tirou do ar o recurso "enhance your post", que gerava texto via IA diretamente no editor. No lugar, entrou uma ferramenta de revisão ortográfica que promete preservar a voz de quem escreve. A plataforma também vai notificar usuários quando um post deles receber múltiplas marcações de AI slop, via analytics de publicação.

Por que a plataforma agiu

O LinkedIn, que pertence à Microsoft, afirma bloquear "centenas de milhares" de tentativas de comentários automatizados por dia. O pano de fundo é maior: um estudo da empresa de detecção Pangram estimou que mais de 40% dos posts longos na rede seriam produzidos por IA. Srinivasan chamou o problema de "prioridade número um" para a equipe, argumentando que as pessoas vão ao LinkedIn para se conectar com gente de verdade.

O que ainda falta responder

A empresa não detalhou como o algoritmo pondera o sinal do botão junto com os outros "muitos sinais" citados por Srinivasan, nem publicou dados sobre falsos positivos — casos de texto humano marcado erroneamente como IA. Também não há números públicos sobre quantos posts foram de fato penalizados, só a variação percentual de visualizações.


Atualização (22/08, 13:03): Após o botão anti-slop ultrapassar a marca de 1 milhão de acionamentos, o LinkedIn começou a agir sobre os dados coletados: publicações marcadas como "lixo de IA" passam a ser ocultadas do feed de quem denunciou e alimentam os sistemas de detecção automatizada da plataforma, que passam a reduzir o alcance desse tipo de conteúdo nas recomendações.

A rede também está testando um aviso privado no painel de estatísticas do autor, exibido quando o algoritmo identifica que um texto pode soar inautêntico — uma forma de alertar diretamente os criadores cujas publicações são sinalizadas como genéricas. A medida se soma à decisão anterior do LinkedIn de substituir suas ferramentas de reescrita automática por recursos limitados a correções gramaticais, na tentativa de preservar a voz autoral e frear a disseminação de textos padronizados gerados por IA.

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