Brasil tropeça em bloco: paiN, MIBR e DENDELE perdem na estreia do closed
As três organizações brasileiras na disputa caíram na primeira rodada e foram para a chave eliminatória da IEM Beijing.
Por Théo Ramos · Repórter de Games
Um dia ruim para o CS brasileiro
Quem esperava um início tranquilo do Brasil na IEM Beijing se decepcionou. Na primeira rodada do closed qualifier, DENDELE, MIBR e paiN perderam seus jogos de estreia e caíram, em bloco, para a chave eliminatória — o tipo de resultado que assusta torcedor, mas que, no formato do torneio, ainda não fecha as portas para ninguém.
A DENDELE, organização brasileira que vem se consolidando no cenário nacional, enfrentou a sueca EYEBALLERS e levou a série para o terceiro mapa. Venceu Cache com folga (13 a 3), mas cedeu Ancient (11 a 13) e Mirage (9 a 13), fechando a derrota por 2 a 1. Foi um jogo equilibrado, decidido nos detalhes.
Três times, mesmo destino
O que chama atenção não é a derrota isolada, mas a coincidência: nenhuma das três equipes brasileiras saiu vitoriosa da rodada de abertura. É estatisticamente raro ver isso acontecer com um contingente desse tamanho em um qualifier de oito times — e serve de alerta para quem acompanha a preparação das equipes para o restante da temporada.
O que vem pela frente
O formato do closed qualifier é de eliminação dupla: cair na primeira rodada não elimina ninguém, mas empurra o time para o jogo da vida na chave de baixo, onde uma segunda derrota já é fim de linha. Ou seja, a partir daqui, DENDELE, MIBR e paiN precisavam vencer para continuar sonhando com a vaga na IEM Beijing, marcada para acontecer na China pela primeira vez em sete anos.
Por que isso interessa ao torcedor brasileiro
Quem cobre a cena de perto sabe que qualifiers early-round não definem a temporada — mas também sabe que um tropeço triplo simultâneo costuma acender o alerta sobre entrosamento e preparação, especialmente em equipes que estão testando ou ajustando lineup. A boa notícia é que o caminho para reverter o resultado ainda estava aberto para os três brasileiros. A má notícia é que, na chave de baixo, o erro deixa de ter segunda chance.