
Burro e barato: vaza celular de apenas R$ 50 com bateria removível
O HMD 106 Pure apareceu em uma loja online do Paquistão por menos de R$ 50, com teclado físico, bateria removível e suporte só a redes 2G. A fabricante ainda não confirmou o lançamento oficial.
Por Bruno Vilela · Repórter de Gadgets
O anti-smartphone que vazou no Paquistão
Enquanto o mercado discute dobráveis e câmeras de 200 MP, a HMD — fabricante finlandesa que nasceu da licença da marca Nokia para celulares e hoje vende também sob seu próprio nome — deixou vazar em uma loja online do Paquistão o 106 Pure, um celular de teclado físico tão básico que soa quase deliberado. O preço listado foi de PKR 3.250, o equivalente a pouco mais de R$ 50 na conversão direta. Não houve anúncio oficial da HMD até agora, e o aparelho nem consta no site da fabricante.
Especificação que é declaração de propósito
Foto: reprodução/intomobile.com
O 106 Pure tem tela de 1,8 polegada com resolução 120 x 160, processador Unisoc 6531E — o mesmo chip do HMD 102 — e roda a plataforma S30+ que a HMD já usa na maioria dos celulares de botão da linha. A bateria é removível, de 1.000 mAh, com carregamento via USB-C. Câmera de 320 x 240 pixels, entrada de fone 3,5 mm, rádio FM e slot microSD de até 32 GB completam a lista. O detalhe que resume o produto: é um celular 2G, sem 3G, 4G ou 5G, então está fora de cogitação para qualquer coisa além de ligação, SMS e rádio.
Vale o preço no Brasil?
A pergunta aqui é quase retórica, porque o 106 Pure nem foi anunciado oficialmente, muito menos tem qualquer sinal de chegar ao Brasil — e sendo 2G puro, seria praticamente inútil por aqui, já que as operadoras brasileiras já desligaram ou estão desligando redes 2G em várias regiões. Mas o exercício de comparação com a geração anterior da própria HMD ainda vale: mesmo processador do 102, visual do 101, bateria removível que sobrevive como resistência simbólica num mercado dominado por baterias seladas. É um produto de nicho bem definido — mercados emergentes, uso como celular reserva, resistência a quem quer se desconectar — e o preço de R$ 50 convertido só reforça isso: não é status, é ferramenta descartável.