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Mercado09 de set. de 2026, 08:42

BYD domina elétricos no Brasil em agosto, mas rivais do Dolphin avançam

BYD manteve a liderança nas vendas de carros elétricos no Brasil em agosto com Dolphin e Dolphin Mini somando mais de 15 mil emplacamentos, mas o Geely EX2, da também chinesa Geely, já ultrapassa 5,8 mil unidades e pressiona o domínio da marca.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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Mais de 15 mil emplacamentos e ainda assim sob pressão

15.039 unidades. É a soma dos emplacamentos do BYD Dolphin (6.740) e do BYD Dolphin Mini (8.299) em agosto no Brasil — número que garante à montadora chinesa a folgada liderança do mercado de elétricos no país. Mas o dado que chama atenção é o terceiro colocado: o Geely EX2, também chinês, emplacou 5.804 unidades, ficando a poucos milhares de distância dos dois modelos-carro-chefe da BYD somados individualmente. A montadora Geely, ainda pouco conhecida do público brasileiro fora do universo automotivo, começa a se firmar como a concorrente mais séria da BYD no segmento de elétricos de entrada.

Quem mais aparece no ranking

Foto: reprodução/mundodoautomovelparapcd.com.br

Após o pódio de BYD e Geely, o restante do top 10 de agosto ficou com: GAC Aion UT (978 unidades), GWM Ora 5 (952), BYD Yuan Pro (707), MG MG4 (550), Geely EX5 (374), GWM Ora 03 (334) e Leapmotor C10 (290). A lista é dominada por fabricantes chinesas — GAC Aion, GWM (Great Wall Motors), MG e Leapmotor completam o pelotão que disputa espaço com a líder BYD, maior fabricante de veículos elétricos da China.

O que muda com a chegada da Geely

O avanço do EX2 é o sinal mais claro de que a hegemonia da BYD no segmento compacto elétrico, personificada pelo Dolphin, deixou de ser incontestável. Com um único modelo superando a casa de 5,8 mil unidades — patamar próximo ao do Dolphin isoladamente —, a Geely mostra que consegue competir diretamente na faixa de preço e porte que até então era território quase exclusivo da rival. Ainda assim, a soma dos dois modelos Dolphin garante à BYD uma vantagem numérica que nenhum concorrente isolado ameaça no curto prazo.

Quem ganha com a diversificação

Para o consumidor brasileiro, o resultado prático é mais opção de compra na faixa de entrada dos elétricos, historicamente dominada por um único player. Para o mercado, o dado reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo do ano: a presença cada vez mais forte de múltiplas montadoras chinesas disputando o Brasil como um dos mercados prioritários para elétricos, num movimento que tende a pressionar preços e ampliar portfólio nos próximos meses.

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