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Mercado29 de out. de 2026, 15:41

BYD flagra Dolphin GT no Brasil e mira chegada em fevereiro de 2027

O hatch híbrido plug-in flex da montadora chinesa já roda camuflado em testes nas ruas brasileiras e deve ser importado inicialmente, com produção nacional prevista para o fim de 2027. O alvo é disputar diretamente consumidores de Polo e Onix.

Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado

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A data que importa

A BYD, montadora chinesa que se tornou uma das maiores fabricantes de veículos elétricos e híbridos do mundo, prepara a chegada do Dolphin GT ao Brasil para fevereiro de 2027, segundo flagras de protótipos camuflados circulando nas ruas do país. O lançamento começa com unidades importadas, e a produção local está prevista para a fábrica da marca em Camaçari (BA) ainda no decorrer de 2027.

As imagens dos testes, registradas por perfis de espionagem automotiva nas redes sociais, mostraram detalhes suficientes para confirmar a identidade do modelo antes de qualquer anúncio oficial da fabricante.

Foto: reprodução/amp.dol.com.br

Disputa no segmento de hatches populares

O Dolphin GT chega como hatch compacto híbrido plug-in, usando o sistema DM-i já conhecido de outros modelos da marca: um motor 1.5 aspirado a combustão — com adaptação para rodar com etanol — combinado a um motor elétrico dianteiro. Dependendo da versão de bateria, a autonomia apenas elétrica varia entre 33 km e 105 km, com autonomia total combinada que pode superar os 1.000 km segundo medições no ciclo WLTP.

Foto: reprodução/dgabc.com.br

O preço ainda não foi confirmado oficialmente pela BYD, mas estimativas apontam para a faixa de R$ 130 mil — valor que o colocaria em disputa direta com versões mais caras de rivais a combustão como o Volkswagen Polo Highline (a partir de R$ 138.990) e o Chevrolet Onix RS/Premier (a partir de R$ 122.490). A montadora também cita o Hyundai i20 entre os concorrentes visados.

O que isso pressiona

Se confirmado nesse patamar de preço, o Dolphin GT pressiona diretamente os hatches a combustão mais vendidos do país, oferecendo eletrificação parcial sem o preço elevado tipicamente associado a carros totalmente elétricos. A aposta da BYD é usar o modelo como principal arma para ganhar volume de vendas e disputar liderança no concorrido segmento de compactos — um mercado historicamente dominado por marcas tradicionais como Volkswagen e Chevrolet havia décadas no Brasil.

Entre os diferenciais tecnológicos esperados estão multimídia de 12,8 polegadas, painel digital, integração com serviços Google, câmera de visão 360° e assistentes de condução — itens que reforçam o apelo tecnológico do modelo frente a rivais mais simples.

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