
BYD leva carregador de 1.500 kW ao Brasil e recarrega carro em 5 minutos
Tecnologia Flash Charging, apresentada no Festival Interlagos, recarrega o Denza Z9 GT de 10% a 70% em 5 minutos e chega primeiro a Brasília.
Por Otávio Meireles · Repórter de Mercado
O número que importa
1.500 kW. É essa a potência do novo carregador ultrarrápido que a BYD, por meio de sua marca premium Denza, apresentou no Festival Interlagos, em São Paulo, entre 27 e 30 de agosto. Com ele, o Denza Z9 GT sai de 10% a 70% de bateria em 5 minutos — o suficiente para adicionar até 400 km de autonomia. Levar a carga a 97% leva 9 minutos. Mesmo a -30°C, a companhia promete 20% a 97% em 12 minutos.
Não é exclusividade brasileira
Foto: reprodução/car.blog.br
A tecnologia batizada de "Flash Charging" no evento paulista é a versão comercial da Super e-Platform, plataforma de 1.000V que a BYD já havia confirmado na China em março de 2025, com capacidade de até 1 MW e um plano de instalar mais de 4.000 estações ultrarrápidas por lá. O Brasil entra como uma das primeiras praças fora do mercado chinês a receber a demonstração pública da tecnologia — a Europa deve receber a mesma plataforma, via Denza Z9 GT, em abril. Por enquanto, os únicos modelos compatíveis são o próprio Z9 GT e a minivan D9.
Quem sai na frente
A primeira estação de recarga ultrarrápida deve ser inaugurada em Brasília, o que dá ao Distrito Federal a primeira infraestrutura do tipo no país — à frente inclusive de São Paulo, onde a tecnologia foi apresentada. Para a BYD, o movimento reforça a estratégia de usar potência de carregamento como diferencial competitivo diante de rivais como Tesla e montadoras chinesas concorrentes, num momento em que o tempo de recarga virou o novo campo de disputa do setor elétrico.
O que falta responder
A BYD não divulgou quantas estações Flash Charging estão previstas para o Brasil neste primeiro momento, nem o cronograma de expansão além de Brasília. Também não há confirmação de preço da recarga nem se a rede será aberta a outros modelos além do Z9 GT e do D9 — o que hoje limita o alcance prático da novidade a uma fração pequena da frota elétrica em circulação no país.